Degradabilidade ruminal de diferentes grãos in situ e o efeito da peletização
O amido, como principal componente dos grãos, fornece uma grande quantidade de energia para o crescimento e produção animal. O amido digerido no intestino delgado dos ruminantes foi 42% mais eficientemente utilizado pelos animais do que a fermentação ruminal do amido em ácidos graxos voláteis (AGVs).
Assim, a forma como a ração é fornecida influenciará a degradabilidade ruminal, e o processamento de grãos é uma prática comum para melhorar a eficiência da ração. A peletização tem várias vantagens, como por exemplo poder incorporar minerais, vitaminas e diferentes fontes de proteína, outros suplementos e medicamentos.
A ingestão de uma grande proporção de amido rapidamente degradável em ruminantes pode induzir acidose. Portanto, é essencial ao formular dietas para ruminantes considerar cuidadosamente a degradabilidade dos grãos que estão sendo alimentados. Muitos fatores influenciam a degradabilidade ruminal do grão como:
- Cultivares;
- Condições de crescimento, época de colheita e tamanho da moagem;
- Fatores relativos a incubação da amostra in situ;
- Fatores laboratoriais, como manuseio de amostras e procedimentos de lavagem e técnicas analíticas, entre outros.
Estudo
No geral, neste estudo, determinou-se os padrões de degradação ruminal de grãos o efeito da peletização a vapor na degradabilidade do amido e da proteína bruta (PB) no rúmen. Foram avaliados a degradabilidade da cevada, aveia, sorgo, triticale e trigo em animais fistulados.
A degradação do amido é afetada pela estrutura molecular dos grânulos de amido, o tipo de amido, a interação amido-proteína e fatores antinutricionais, como taninos. Diferentes frações de proteína podem afetar a solubilidade e a degradabilidade ruminal da proteína do grão, afetando a degradação do amido devido à interação entre a matriz proteica e o amido. Curiosamente, nenhuma fase de latência foi observada neste estudo. Os grãos desapareceram rapidamente desde o início da incubação, o que concordou com estudos anteriores.
Degradabilidade do pelete
O estudo atual demonstrou que o efeito da peletização na degradabilidade ruminal depende do tipo de cereal. No estudo atual, a peletização a vapor aumentou significativamente o amido de degradação rápida e a MS e tendeu a melhorar a degradação da MS do sorgo ( p = 0,081). Por outro lado, a peletização reduziu ligeiramente a degradação do amido em ambas as amostras de trigo, o que é consistente com as descobertas de Razzaghi e Larsen. As diferenças significativas no efeito da peletização entre os grãos também foram relatadas em estudos in vivo. Theurer sugeriu que a peletização melhorou a utilização do amido do sorgo e do milho, mas teve pouco efeito na cevada
A degradabilidade ruminal do amido de sorgo é menor do que a dos outros grãos examinados. O processamento do trigo pode diminuir a incidência de acidose, pois a peletização reduziu significativamente o amido de degradação rápida.
As diferenças na degradabilidade entre a amostra de grãos moídos e peletizados são estatisticamente significativas, mas a mudança é relativamente pequena em comparação com a diferença entre diferentes cereais. Assim, ao considerar o efeito da peletização, deve-se dar atenção também a outros fatores, como palatabilidade e ingestão de forragem, que impactarão a função ruminal e a acidose.
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O artigo completo assim como a lista de referências, está disponível pelo link https://www.mdpi.com/2077-0472/11/7/647
Pan, L., Huang, K. H., Middlebrook, T., Zhang, D., Bryden, W. L., & Li, X. (2021). Rumen Degradability of Barley, Oats, Sorghum, Triticale, and Wheat In Situ and the Effect of Pelleting. Agriculture, 11(7), 647. https://doi.org/10.3390/agriculture11070647