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Ativação de probiótico, com respostas mais precisas à saúde intestinal das aves

Durante o SIAVS 2026, Anita Menconi, Business Manager da Evonik para as Américas, explicou como uma nova tecnologia de produção tornou a germinação do Ecobiol® mais rápida e por que o tempo de ativação pode ser decisivo para o desempenho das aves.

O estúdio da agriNews Brasil esteve novamente presente no SIAVS 2026 com uma estrutura dedicada à produção de conteúdo técnico e à aproximação entre empresas, especialistas e profissionais da cadeia de proteína animal. Foi nesse espaço que Anita Menconi, Business Manager da Evonik para as Américas, conversou com a agriNews Play Brasil sobre os avanços da companhia em saúde intestinal e os resultados obtidos com o Ecobiol®, probiótico desenvolvido para atuar sobre a microbiota das aves.

O destaque da entrevista foi uma nova tecnologia de produção que permitiu acelerar a germinação do probiótico. Segundo Anita, estudos realizados pela empresa apontaram uma taxa de desenvolvimento superior a 40% em comparação com outras cepas avaliadas, levando a uma discussão central: de que adianta um probiótico estar presente no animal se ele não se torna ativo a tempo de exercer seu modo de ação?

O que acontece depois que o probiótico é ingerido?

O Ecobiol® é fornecido às aves na forma de esporos, característica que contribui para sua estabilidade durante a passagem pelo trato gastrointestinal. O ponto crítico ocorre quando o microrganismo chega ao intestino e precisa germinar, transformando-se em uma célula vegetativa, metabolicamente ativa.

É justamente nesse processo que a velocidade ganha importância. O trânsito intestinal estabelece uma janela limitada para que o probiótico possa atuar. Por isso, a Evonik avaliou não apenas se a cepa germina, mas quanto tempo ela leva para se tornar ativa e em qual segmento do intestino esse processo ocorre.

“Nós precisamos que ele germine, que se torne uma célula vegetativa, ou seja, uma célula ativa. Porque, se ele não for uma célula ativa, ele não pode exercer os modos de ação que nós estamos esperando desse probiótico”, explicou Anita.

Tecnologia de produção muda desempenho da mesma cepa

Um dos pontos mais relevantes apresentados durante a entrevista é que a cepa do Ecobiol® não foi modificada. O avanço veio da própria tecnologia empregada pela Evonik na produção do probiótico.

De acordo com Anita, melhorias no processo de fermentação permitiram que a mesma cepa apresentasse uma germinação mais rápida. Para avaliar o comportamento do produto, a companhia utilizou um simulador de trato gastrointestinal desenvolvido em seu laboratório na Alemanha, reproduzindo diferentes etapas da digestão.

Os testes permitiram acompanhar a transformação dos esporos em células vegetativas ao longo do trato gastrointestinal e em diferentes intervalos de tempo. A empresa também comparou mais de dez cepas e avaliou diferentes condições nutricionais, considerando que formulações de ração podem variar entre sistemas de produção e mercados. Um dos resultados destacados foi a capacidade de o Ecobiol® atingir uma elevada concentração de células germinadas em aproximadamente 60 minutos.

Mais velocidade pode significar mais oportunidade de ação

A relevância prática desse resultado está diretamente relacionada ao tempo de trânsito intestinal. Anita explicou que algumas cepas avaliadas apresentaram germinação muito mais lenta, chegando a ultrapassar seis horas.

“Em seis horas o trânsito intestinal já se foi. Então, aonde está esse probiótico? Ele não está mais na ave. Ele já foi excretado em formato de bacilos”, afirmou.

A velocidade de germinação, portanto, não deve ser analisada isoladamente, mas como parte de uma estratégia mais ampla de saúde intestinal. Dependendo das condições do lote e dos desafios encontrados no campo, os efeitos podem estar relacionados à digestibilidade, conversão alimentar, ganho de peso, uniformidade e capacidade de lidar com determinados desafios microbiológicos.

A especialista ressaltou, porém, que não existe um único indicador capaz de explicar a resposta do probiótico em todas as situações. O desempenho deve ser interpretado dentro do contexto nutricional, sanitário e produtivo de cada sistema.

Saúde intestinal exige uma visão além do aditivo

A abordagem apresentada pela Evonik durante o SIAVS também evidencia uma mudança na forma de avaliar soluções para a produção animal. Para Anita, nutrição e saúde intestinal não podem ser analisadas separadamente.

A empresa afirma trabalhar com serviços analíticos voltados à nutrição, equipamentos para fábricas de ração e suporte técnico, além das soluções em aditivos funcionais. O objetivo é compreender como diferentes componentes do sistema interferem no resultado final.

“Nós precisamos ter um entendimento mais holístico para realmente entender como que isso está se passando”, destacou Anita.

Essa visão também coloca o custo-benefício no centro da tomada de decisão. A utilização de um probiótico precisa estar relacionada às condições de produção, à formulação da dieta, aos desafios sanitários e aos resultados efetivamente observados no campo.

Evonik sinaliza novas soluções em saúde intestinal

Ao final da entrevista, Anita antecipou que a área de especialidades da Evonik passa por um período de expansão, com novos testes e moléculas em desenvolvimento. A estratégia reforça a busca por soluções que associem desempenho, nutrição e saúde intestinal, acompanhando as demandas de uma produção de aves cada vez mais orientada por eficiência e precisão.

Para o setor, a discussão levantada no SIAVS 2026 vai além da velocidade de germinação de um probiótico: envolve compreender quando, onde e em quais condições uma solução nutricional consegue efetivamente atuar dentro do animal.

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