OS BOVINOS NECESSITAM DE FÓSFORO…
O fósforo (P) é o segundo macromineral mais abundante no organismo:
O fósforo é um elemento essencial para a formação e saúde óssea, além de participar de quase todos os processos metabólicos. Como constituinte de fosfolipídios, fosfoproteínas e ácidos nucléicos, estruturas essenciais para a atividade e estrutura celular, o fósforo é fundamental para o animal.
O fósforo também influencia o desempenho reprodutivo e de lactação. Estima-se que 0,9% do fósforo seja exportado por kg de leite produzido.
Assim, a deficiência de fósforo pode comprometer negativamente o desempenho da lactação. Em relação ao desempenho reprodutivo, foi demonstrado que uma deficiência de P pode resultar em menor taxa de concepção, ciclo estral irregular ou redução no consumo de ração (resultando em balanço energético negativo que pode impactar severamente o desempenho reprodutivo). Também pode ter consequências no bezerro recém-nascido, provocando menor peso ao nascer ou aumento na taxa de mortalidade.
MAS, A MICROFLORA RUMINAL TEM UMA EXIGÊNCIA MAIOR DE P
- A demanda total de P pelas bactérias ruminais é duas vezes maior do que a necessidade de manutenção do próprio animal (Meschy, 2010).
- A necessidade total de P para bactérias ruminais é, em parte, satisfeita pela disponibilidade de ingestão de ração e pela eficácia da reciclagem salivar específica para o ruminante.
- 80% do P total da microflora ruminal é utilizado na síntese de nucleotídeos: por isso, a solubilidade em água do fósforo é importante para garantir uma atividade ruminal eficiente (Durand et Kawashima, 1980).
COMO GARANTIR O FORNECIMENTO DE P BIODISPONÍVEL PARA OS RUMINANTES?
É necessário considerar a solubilidade em água do fósforo.
Para ser utilizado pelos microorganismos ruminais, o fósforo presente na dieta deve ser dissolvido! De fato, a disponibilidade de fósforo proveniente de fontes minerais está diretamente relacionada à sua solubilidade no rúmen.
A fração insolúvel de fósforo é amplamente solubilizada no abomaso e torna-se potencialmente absorvível no intestino delgado.
O fósforo absorvido contribui para o enriquecimento do compartimento sanguíneo. No sangue, o fósforo circula principalmente na forma de fosfato, um ânion principalmente intracelular e essencial ao organismo, especialmente por seu papel na produção de energia na forma de ATP. No plasma, apenas o fósforo inorgânico (Pi) é medido.
A reciclagem de fósforo fornece às bactérias ruminais uma fonte de fósforo altamente digestível, já que está presente na forma inorgânica solúvel. Uma vez digerido o fósforo, são principalmente as bactérias do rúmen, por meio da saliva, que o utilizam em mais de 80%.
POR QUE CONSIDERAR ESSE PARÂMETRO?
- 1| PARA CONTROLAR MELHOR A REAÇÃO QUÍMICA NA MISTURA
A solubilidade em água reflete a quantidade de P presente sob a forma de moléculas de MCP em um fosfato. Uma alta solubilidade em água de P representa um alto teor de moléculas de MCP e um fosfato mais reativo.
Portanto, é importante considerar esse parâmetro para controlar melhor as reações químicas que ocorrem durante a mistura de diferentes matérias-primas.
- 2| PARA GARANTIR A ATIVIDADE RUMINAL
A solubilidade em água do P influencia a disponibilidade do produto para bactérias ruminais. Quanto maior a solubilidade em água, melhor para as bactérias ruminais.
Em dietas acidogênicas, a reciclagem salivar de P diminui, levando a uma queda na disponibilidade de P solúvel em água para as bactérias ruminais. Como consequência, as bactérias celulolíticas são as primeiras bactérias afetadas por essa falta de P disponível (Figura 4c). Esse déficit pode levar à redução da síntese de proteínas microbianas.
Com a atividade celulolítica funcionando de forma mais lenta, o tempo de retenção das partículas de ração no rúmen aumenta, o que resulta na redução da ingestão de matéria seca (Figura 4b).
Se esse desequilíbrio não for corrigido rapidamente, a vaca priorizará a reciclagem salivar de P em detrimento do P disponível para suas necessidades de manutenção. Isso leva à redução da mobilização de fósforo ósseo, problemas de locomoção, e impactos negativos na fertilidade a longo prazo. Por isso, é importante garantir o fornecimento de P com fosfatos solúveis em água.
Na Phosphea, estamos comprometidos em promover fosfatos alimentares de alta qualidade, com diferentes níveis de solubilidade de P em água e variações de pH, para atender às suas questões tecnológicas e técnicas.
A reatividade é um critério para sua alimentação mineral e/ou pré-misturas? Se sim, recomendamos o uso de MAG26 (fosfato de magnésio), NEOPHOS (fosfato de cálcio e sódio) ou DCP (fosfato bicálcico). Se não, o MCP também pode ser um fosfato adequado para rações completas ou blocos minerais.
Você está procurando uma fonte de fósforo com alto teor de fósforo solúvel em água? Experimente nosso MAP (fosfato monoamônico) ou MSP (fosfato monossódico) de grau alimentar.
Uma última recomendação: não subestime o parâmetro de solubilidade em água de P ao formular com fosfatos alimentares para ruminantes. A escolha do fosfato depende da solubilidade em água, dos níveis de pH e também dos desafios fisiológicos que o animal pode enfrentar (acidose, hipocalcemia, estresse térmico, etc…).
Para mais informações, entre em contato com: technical@phosphea.com
