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A nutrição animal do futuro

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Para ler mais conteúdo de nutriNews Brasil 4 Trimestre 2019

Estamos vivendo hoje uma etapa de desenvolvimento exponencial da ciência e tecnologia sem precendentes na história da humanidade.
O desenvolvimento do conhecimento, junto com a tecnologia da comunicação, criaram um ecossistema inovador único, no qual a geração e difusão do conhecimento se dão numa velocidade enorme.
 
A lista das diversas inovações disruptivas é, felizmente, muito longa, de modo que revisaremos cinco, que já estamos desenvolvendo em projetos de inovação e, sem dúvida, irão modelar a Nutrição Animal do futuro.

Blockchain

Trata-se de uma tecnologia que permite que registros digitais como bases de dados, documentos e outros arquivos de informação possam estar publicamente acessíveis, de forma segura e inviolável.
Os próprios usuários do Blockchain garantem a integridade dos referidos registros, a partir da sua divisão em blocos, distribuição na rede e uma complexa tecnologia de criptografia e verificação.
A primeira aplicação prática desta ideia foram as criptomoedas. A Bitcoin foi pioneira, desenvovida por Satoshi Nakamoto (2008), a partir da publicação de um artigo disruptivo, de altíssimo nível técnico, em fóruns especializados, descrevendo uma metodologia baseada na criptografia e troca de arquivos para criação de criptomoedas.
Em 2009 compartilhou o software em aberto e criou as primeiras bitcoins. Em 2010 transfere o projeto para seus seguidores e desaparece, sem que
sua identidade real seja conhecida hoje.
Hoje existem centenas de criptomoedas – Bitcoin, Ethereum, XRP, BitcoinCash, Litecoin, Tether, etc – e sua capitalização global até o fechamento deste artigo, com dados atualizados, é de 263.162.258.818 $ 1 (https://coinmarketcap.com/es atualizado em 23 de setembro de 2019 11:45 UTC). Exemplo da incrível velocidade com que avança e são implantadas estas novas tecnologias.
A aplicação do Blockchain em nutrição e produção animal também é muito promissora.
Num futuro não muito distante, teremos disponível uma vastaquantidade de informação das matérias primas através da tecnologia Blockchain como:

  • Origem
  • Forma de produção
  • Genoma, nutrientes
  • Segurança
  • Sustentabilidade

Os alimentos e produtos nutricionais utilizarão esta tecnologia para garantir:

  • Rastreabilidade
  • Comunicar os dados técnicos Segurança
  • Sustentabilidade dos produtos

Big Data

Sem dúvida, uma das transformações tecnológicas mais importantes que vivemos nos últimos anos foi a revolução tecnológica da informação.
Hoje, bilhões de dispositivos móveis depositam na rede uma quantidade gigantesca de dados, que são armazenados em enorme servidores e geridos com potentes sistemas de bases de dados relacionais. Além disso, as máquinas também estão começando a gerar seus próprios dados na chamada Internet das Coisas (IOT – sigla em inglês).
Sensores cada vez mais precisos monitoram cultivos, granjas, animais e, do espaço, um enxame de milhares de satélites, equipados com sistemas de teledetecção escaneiam o planeta em intervalos cada vez mais curtos.
A quantidade de dados é assombrosa e seu potencial enorme. Estamos começando a explorar como armazenar, processar, extrair informação e gerar conhecimento a partir desta colossal quantidade de dados.
O setor industrial está avançando neste campo a passos gigantescos com a implantação da indústria 4.0. As empresas de produção de alimentos, aditivos, carnes, abatedouros e alimentícias não são uma exceção.
Na produção animal também avançou-se neste campo. Enquanto o monitoramento e controle ambiental é uma realidade na produção intensiva, a integração destes dados em grande escala na nuvem está se desenvolvendo e iniciando-se o monitoramento produtivo, biométrico e fisiológico dos animais.
A integração de todos esses dados produtivos procedentes dos animais, explorações pecuárias, abatedouros e indústria cárnea dará uma nova visão do conjunto de toda a cadeia produtiva.
A análise desta informação permitirá um ajuste nutricional muito mais preciso das necessidades dos animais e,
com o aumento na frequência de medição, será possível, no futuro, monitorar os efeitos das mudanças nutricionais em tempo real. Porém, a tarefa não é simples. A análise desta enorme quantidade de dados é muito complexa e, para isso, parece necessária a ajuda de uma classe diferente de inteligência: a Inteligência Artificial.
Inteligência Artificial
A análise de dados – de muitos, muitos dados – não é algo novo. Em pesquisa, trabalhamos com quantidades enormes de dados a serem processados, estruturados e analisados a partir de complexos processos estatísticos, para finalmente apresentar resultados “estatisticamente significativos”.
Porém, o volume de dados com os quais nos deparamos hoje é de outro nível: não existem precedentes e, além do mais, é dinâmico – cresce de forma contínua – o que exige uma nova tecnologia.
A Inteligência Artificial ou, melhor dizendo, Deep Learning, ou Machine Learning, é um modelo de aprendizagem automatizado, baseado em redes neurais artificiais, que funcionam como as humanas, com algoritmos de reforço.
A combinação de milhões destas unidades, programadas segundo os dados disponíveis, é capaz de identificar padrões complexos e relacioná-los com resultados, podendo extrair informação e conhecimento de aglomerados de dados dispersos.
Esta tecnología se está utilizando com êxito para:

  • Diferentes
  • Melhorados
  • Adaptados a seu uso
  • Enriquecidos em nutrientes essenciais
  • Sem fatores antinutricionais

2- É possível incorporar genes exógenos para que plantas sintetizem proteínas como anticorpos, enzimas, prebióticos, componentes funcionais.
Isso é igualmente aplicável em animais produtivos, onde se poderá desenvolver uma selação genética acelerada e totalmente dirigida, graças ao CRISPR-Cas9, podendo-se melhorar seus genomas para reduzir doenças, aumentar resistência, produtividade, sustentabilidade etc.
A enorme potência desta técnica abre também muitas interrogações e questões éticas que deverão ser resolvidas.
Nos EUA já existem produtos para consumo humano, modificados geneticamente com CRISPR-Cas9 como cogumelos resistentes ao escurecimento, óleo de Camelina enriquecido com Ômega 3 e uma longa lista estão sendo desenvolvidos para comercialização, equanto a UE determinou que os organismos CRISPR-Cas9 ficam submetidos, sem distinção, às leis europeias de transgênicos.

Em um futuro muito próximo, todas estas tecnologias que estamos desenvolvendo e aplicando em projetos P+D+I serão rotineiras e permitirão abordar, de uma forma muito mais eficaz, os enormes desafios aos quais está submetida a produção global de alimentos e a Nutrição Animal. Porém, não se trata apenas de prever o futuro, mas torná-lo possível.

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