Dicas nutricionais práticas para controlar o estresse térmico e manter o desempenho das aves
As altas temperaturas afetam negativamente o desempenho e os resultados econômicos de granjas avícolas comerciais.
O estresse térmico impacta a saúde intestinal ao prejudicar a função da barreira intestinal, além de aumentar a permeabilidade e inflamação do intestino, alterar a composição da microbiota, reduzir a absorção de nutrientes, o crescimento e desempenho das aves, e aumentar a suscetibilidade a infecções como as causadas por Salmonella e a enterite necrótica.
Durante o estresse térmico, ocorre um menor fluxo sanguíneo para o intestino, o que causa estresse oxidativo e compromete a integridade da mucosa intestinal. Além disso, o estresse térmico suprime o sistema imunológico, incluindo o tecido linfoide associado ao intestino (GALT), o que torna as aves mais vulneráveis a infecções. Esses efeitos cumulativos levam a uma redução de indicadores de desempenho como ganho de peso corporal, produção de ovos e eclodibilidade.
Nutrição
- Água:
A água é o nutriente mais crítico para as aves. Ela desempenha um papel fundamental na digestão, transporte de nutrientes, regulação da temperatura corporal e eliminação de excretas, o que impacta tanto a saúde quanto a produtividade. O fornecimento de água de qualidade – com valores ótimos de pH e sólidos totais dissolvidos (TDS), além de uma baixa contagem microbiana – é essencial para a saúde e desempenho dos animais.
- Proteína:
Para melhorar a saúde intestinal e prevenir a disbiose, é importante incluir fontes de proteína altamente digestível na dieta e garantir uma ingestão equilibrada de aminoácidos digestíveis, além de reduzir o incremento calórico e a presença de proteína não digerida no intestino grosso. Em condições de alta temperatura e umidade, recomenda-se diminuir os níveis de proteína bruta em 0,5-1,0% e aumentar os níveis de aminoácidos digestíveis em 3-5%.
- Energia:
É necessário que se tenha um balanço energético efetivo para compensar o menor consumo de ração durante os períodos de estresse térmico. Utilize matérias-primas de baixo incremento calórico, como óleos vegetais e cereais digestíveis. Além disso, garanta uma relação adequada entre energia metabolizável e lisina digestível para obter um crescimento ideal das aves e evitar a deposição excessiva de gordura.
Impacto do Equilíbrio Eletrolítico da Dieta (EED)
Um fornecimento balanceado de cátions (íons carregados positivamente – Na+ e K+) e ânions (íons carregados negativamente – Cl–) é necessário para que o equilíbrio ácido-base (EED) das aves seja atingido. Em condições de altas temperaturas, é essencial que se tenha um EED efetivo (≥240 mEq/kg) para garantir um melhor desempenho e equilíbrio osmótico dos animais.
Sabe-se que altos níveis de sódio (Na) na dieta promovem um maior crescimento das aves, no entanto se esse incremento se der por meio de sais (NaCl) pode-se ter uma maior umidade da cama. Além disso, o potássio (K) é benéfico para aves em situações de estresse térmico. Portanto, o bicarbonato de sódio e o carbonato de potássio são as melhores opções para manter um EED adequado.
O excesso de respiração ofegante em condições de altas temperaturas leva à alcalose respiratória, o que prejudica o equilíbrio ácido-base do sistema. Portanto, o EED e a escolha dos sais adequados são aspectos importantes em dietas de aves.
Alguns dos eletrólitos comumente usados e valores de EED
DCAD Plus™ é uma forma estável e feed grade de carbonato de potássio produzida pela Arm & Hammer Nutrição Animal que pode ser usada em rações animais para manter o equilíbrio eletrolítico.
- Abordagem prática para o Equilíbrio Eletrolítico da Dieta
- Minimizar os níveis de cloro (Cl) e sulfato (SO4) na dieta.
- Primeiro, otimizar a concentração de Na na ração. Juntamente com um conteúdo mínimo de sal, usar NaHCO3 (é melhor que Na nas formas de cloreto ou sulfato) para otimizar o EED. Em seguida, aumentar/equilibrar os níveis de potássio (K) na dieta para atender ao déficit de EED.
- Escolher fontes de K livres de cloro ou sulfato. O carbonato de potássio estável (DCAD Plus™) é a melhor escolha para aumentar efetivamente os valores de EED.
- Aditivos:
A suplementação de aditivos como enzimas, emulsificantes e ácidos biliares promove uma maior digestibilidade de nutrientes. Recomenda-se aumentar os níveis de minerais e vitaminas (5-15%) na ração, em níveis superiores ao padrão.
CELMANAX™, da Arm & Hammer Nutrição Animal, é um posbiótico que contém Carboidratos Funcionais Refinados (RFCs™) altamente biodisponíveis, uma tecnologia proprietária da Arm & Hammer. CELMANAX™ é um produto multicomponente desenvolvido para manter a saúde e equilíbrio intestinal dos animais. Ele promove o crescimento de bactérias benéficas e ajuda a manter um ambiente intestinal saudável, além de apoiar o sistema imunológico.
A inclusão de um adsorvente eficaz de toxinas como BG-MAX™ da Arm & Hammer Nutrição Animal na dieta é essencial para neutralizar as micotoxinas, seu impacto negativo nas aves durante períodos de estresse e, também, proteger as células.
O uso de maiores níveis de antioxidantes (vitamina C) na ração, assim como a betaína, ácido butírico, óleos essenciais e acidificantes intestinais, promovem um maior desempenho das aves. Cepas probióticas benéficas, como CERTILLUS™ da Arm & Hammer Nutrição Animal, melhoram a saúde intestinal e estabelecem uma microbiota equilibrada no trato gastrointestinal. Soluções microbianas personalizadas e específicas como CERTILLUS™ atuam de modo eficaz contra E. coli patogênica aviária e Clostridium perfringens, enquanto combinações de cepas especializadas apoiam a saúde intestinal e a digestibilidade de nutrientes.
- Forma física da ração:
Recomenda-se a utilização de rações trituradas e peletizadas para pintos e frangos de corte durante o verão. No caso de rações fareladas fornecidas a galinhas poedeiras e matrizes de frangos de corte, deve-se minimizar a porcentagem de pó e garantir uma distribuição de partículas adequada. Além disso, deve-se manter uma porcentagem de umidade da ração ≥11,0% para consumo.
Conclusão:
O controle do estresse térmico é uma abordagem holística. Da mesma forma que realizar o manejo da granja e dos galpões, é essencial fornecer uma dieta equilibrada. O balanço da dieta no que diz respeito à energia, aminoácidos digestíveis, eletrólitos, minerais e vitaminas, assim como a inclusão de aditivos comprovados cientificamente, são fundamentais para combater os efeitos do estresse térmico em aves.
Para saber mais sobre como otimizar o desempenho das aves, visite ahanimalnutrition.com.
