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Exportações aquecidas reforçam nutrição de precisão nas cadeias produtivas

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Dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC) mostram crescimento expressivo, que alcançou US$ 4,33 bilhões em embarques, impulsionada principalmente pelas vendas de proteínas animais e ingredientes para alimentação animal

Por redação nutriNews

O avanço das exportações brasileiras na primeira semana de junho de 2026 trouxe sinais positivos não apenas para os setores exportadores, mas também para toda a cadeia de nutrição animal.  As exportações aquecidas têm destaques no aumento de 115,1% nas exportações de farelos de soja e outros alimentos para animais, além do avanço de 56,9% nas vendas de carne bovina.

O crescimento das exportações de farelos de soja evidencia a relevância dos ingredientes proteicos brasileiros para a produção animal global. Considerado um dos principais componentes das formulações para aves e suínos, o farelo de soja desempenha papel central na eficiência alimentar e no desempenho zootécnico dos plantéis.

Segundo dados divulgados pela Secex/MDIC, no cenário geral as exportações, comparadas as médias até a 1ª semana de junho/2026 (US$ 1,997 bi) com a de junho/2025 (US$ 1,451 bi), houve crescimento de 37,6%. 

Competitividade das proteínas começa na fábrica de ração

Os resultados da balança comercial evidenciam que a competitividade das proteínas animais brasileiras está cada vez mais associada à eficiência produtiva dentro das granjas.

Em sistemas modernos de produção de carne, a nutrição responde por parcela significativa dos custos operacionais. Dessa forma, avanços em formulação de precisão, uso de aditivos nutricionais, enzimas, aminoácidos industriais e ferramentas de monitoramento do consumo tornam-se determinantes para manter margens competitivas em um ambiente de forte expansão comercial.

Segundo Gabriel Viana, analista e consultor da Safras & Mercado, o Brasil vem ampliando sua participação no mercado internacional de insumos para nutrição animal, especialmente com as exportações de farelo de soja. Viana ressaltou que a demanda da industria de biodiesel é por óleo de soja. Quando é feito o esmagamento/processamento da soja, resulta em 79% farelo e 19% óleo (2% de casca). Ou seja, o aumento da demanda por óleo, exige-se esmagar mais soja, restando mais farelo para exportação.

“Esse avanço ganhou força quando a Argentina enfrentou sucessivas quebras de safra, abrindo espaço para que o produto brasileiro conquistasse novos mercados. Além disso, o crescimento do esmagamento de soja no país, impulsionado pela demanda da indústria de biodiesel, aumentou a oferta de farelo disponível para exportação. Hoje, o Brasil já conta com uma base sólida de compradores externos e tem condições de continuar expandindo sua presença global, principalmente em cenários de dificuldades produtivas em países concorrentes”, afirma Gabriel Viana.

Além do desempenho zootécnico, a eficiência alimentar também ganha relevância sob a ótica da sustentabilidade, uma vez que melhores índices de conversão contribuem para reduzir a utilização de recursos naturais e a pegada ambiental das cadeias produtivas.

Exportações aquecidas reforçam nutrição de precisão

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