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Genética do Brasil é referência em pecuária tropical e exportações crescem

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Luis Adriano Teixeira

As exportações brasileiras de genética bovina seguem em forte expansão. Nos três primeiros meses de 2026, os embarques cresceram 35% em relação ao mesmo período do ano passado, com destaque para a genética de corte, que praticamente dobrou de volume. Os números reforçam uma tendência que vem se consolidando nos últimos anos: o reconhecimento internacional da genética brasileira como referência de produtividade em regiões tropicais.

No ano passado, o Brasil exportou pela primeira vez 1,1 milhão de doses de sêmen bovino. Para efeito de comparação, entre 2021 e 2024, a média anual do país ficou próxima de 870 mil doses. No início da década, o volume girava em torno de 500 mil doses. Esses números mostram uma mudança de patamar, resultado do trabalho de melhoramento genético desenvolvido por criadores, associações de raça, centrais de inseminação e demais instituições do setor.
Expressiva parcela da demanda internacional vem das regiões tropicais do planeta. Países da América Latina, América Central, África e Ásia buscam no Brasil genética adaptada ao clima quente, eficiente na produção a pasto e para sistemas extensivos. Assim, destacam-se as raças zebuínas, cujo melhoramento privilegia características desejadas em zonas tropicais, como rusticidade, resistência a parasitas, qualidade de carcaça e eficiência na produção de carne e leite.
Na pecuária leiteira, o Gir representa aproximadamente metade das exportações brasileiras de genética. A raça reúne adaptação ao clima quente e alta produtividade a pasto, resultados de décadas de melhoramento realizado no país. A genética Girolando também vem ganhando espaço no mercado internacional ao combinar a eficiência leiteira da raça Holandesa com a rusticidade do Gir.
Na pecuária de corte, a genética Nelore lidera as exportações, respondendo por mais de 65% do volume embarcado. O avanço da produtividade da raça nos últimos anos tem papel fundamental no protagonismo do Brasil em produção de carne. Hoje, o país é referência em pecuária de corte no mundo. Não por acaso, Colômbia, Paraguai e Bolívia estão entre os principais destinos da genética brasileira para corte.
O crescimento das exportações também é resultado de esforço coordenado entre setor produtivo, Ministério da Agricultura e Pecuária, pesquisadores e entidades, como a ASBIA. A abertura de novos mercados, os avanços nos protocolos sanitários, a produção científica e as ações internacionais de promoção da genética brasileira são fundamentais para o aumento da nossa presença internacional.
Ao mesmo tempo em que o mundo demanda cada vez mais proteína animal, a busca por sistemas produtivos eficientes e adaptados às condições climáticas de cada região também aumenta. O Brasil fortalece sua posição como líder global na pecuária de corte e leite. O crescimento das exportações de genética mostra que o mercado global reconhece a excelência do trabalho desenvolvido aqui.
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