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Milho acumula alta em julho e soja recua no fim do mês, aponta Cepea

Os mercados de milho e soja encerraram julho com comportamentos distintos nos últimos dias, mas ambos fecharam o mês com valorização acumulada, segundo levantamento do Cepea.

No mercado de milho, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas/SP) registrou apenas pequenas oscilações no fim de julho, mas acumulou alta de quase 3% até o dia 30. De acordo com pesquisadores do Cepea, os compradores permanecem retraídos diante do avanço da colheita da segunda safra, que deve ampliar a disponibilidade do cereal nas próximas semanas, enquanto os vendedores acompanham os trabalhos de campo.

Nesse cenário, as negociações no mercado spot e para entregas futuras seguem limitadas, ocorrendo principalmente para atender demandas pontuais de abastecimento por parte dos compradores ou necessidades de caixa e liberação de armazéns por parte dos vendedores.

Soja, após julho expressivo, tem cotação pressionada

Já no mercado da soja, após as expressivas altas registradas ao longo de julho, os preços perderam força no encerramento do mês. Segundo o Cepea, a redução das cotas disponíveis nos principais portos brasileiros para embarques em agosto elevou a oferta no mercado spot nacional, pressionando as cotações.

O Centro de Pesquisas destaca ainda que muitos consumidores anteciparam as compras nas semanas anteriores e permaneceram afastados de negociações envolvendo grandes volumes. No cenário externo, a melhora das perspectivas para a safra norte-americana, favorecida pelas condições climáticas, e a desvalorização do petróleo reforçaram o movimento de queda.

Apesar da retração observada nos últimos dias de julho, os preços domésticos da soja encerraram o mês em patamares elevados. As médias mensais dos Indicadores CEPEA/ESALQ – Paranaguá e CEPEA/ESALQ – Paraná atingiram os maiores níveis de 2026 em termos reais, refletindo a valorização acumulada ao longo do mês.

Fonte: Cepea.

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