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Milho e soja ampliam oferta e favorecem exportação de Santa Catarina

A perspectiva para o mercado brasileiro de milho permanece marcada pela ampla oferta da safra 2025/26, essas afirmações estão no Boletim da Agropecuária, divulgada em junho de 2026, elaborado pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina – Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola – Epagri/CEPA – vinculado ao Governo do Estado de Santa Catarina, por meio da Secretaria da Agricultura e Pecuária.

Segundo a Epagri/ CEPA, a produção nacional deverá superar 140 milhões de toneladas, sustentada principalmente pelo bom desempenho da segunda safra e pelas condições climáticas favoráveis nas principais regiões produtoras. 

Segundo o boletim, fatores estruturais continuam dando sustentação ao mercado. Entre eles estão a expansão da indústria de etanol de milho; o crescimento das exportações brasileiras, com destaque à expansão de mercado com a China, o que, no geral, estima-se até 46 milhões de toneladas — e a demanda consistente dos setores de rações, suinocultura, avicultura e pecuária. A manutenção do dólar acima de R$ 5,00 também favorece a competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.

Segundo dados do USDA (U.S. Department of Agriculture), compilados pela Epagri/Cepa, os estoques finais mundiais de milho estão projetados em 281,2 milhões de toneladas para 2026/27, abaixo do volume registrado na temporada anterior

Em SC, produção ajuda, mas déficit estrutural permanece

Em Santa Catarina (SC), a safra total de milho deve atingir cerca de 2,67 milhões de toneladas. Embora o volume seja relevante para reduzir parcialmente a dependência externa, o estado continua apresentando déficit estrutural próximo de 6 milhões de toneladas anuais para abastecer as cadeias de aves, suínos e bovinos.

A primeira safra registrou aumento de 3,8% na área cultivada, enquanto a produtividade apresentou pequena redução de 2,6%. Mesmo assim, o desempenho é considerado positivo, com as duas últimas safras figurando entre as mais produtivas da série histórica estadual.

Já a segunda safra sofreu forte redução de área (-28,5%), reflexo da menor intenção de plantio. Apesar da expectativa de aumento de 13% na produtividade, a produção deverá cair cerca de 19%, impactada principalmente pela redução da área e por perdas provocadas pela estiagem registrada em março no Alto Vale do Itajaí.

Na página 25 do boletim, a Epagri/ CEPA indica que as importações catarinenses de milho somaram 52 mil toneladas até maio, queda de 9,8% em relação ao mesmo período de 2025, tendo o Paraguai como principal fornecedor. Em contrapartida, as exportações cresceram 54%, alcançando 73 mil toneladas. Em termos de valor, representou 19,3 milhões de dólares, 67,6% superior ao período do ano anterior.As origens destas exportações são de regiões produtoras mais próximas dos portos do estado, onde os preços são mais atrativos que o mercado interno,em função da logística. (Epagri/ CEPA).

Soja tem safra recorde, amplia oferta e pressiona preços

Com base no boletim da Epagri/ CEPA, a soja segue trajetória semelhante à do milho. O Brasil caminha para uma safra recorde de aproximadamente 179 milhões de toneladas, resultado do aumento de 2,9% na área plantada e de condições climáticas favoráveis durante o ciclo produtivo, segundo a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento).

A ampla oferta brasileira, somada ao bom desenvolvimento inicial das lavouras norte-americanas, vêm pressionando os preços internacionais. Em Santa Catarina, a cotação média ao produtor caiu para R$ 115,53 por saca, o menor valor registrado desde 2019.

Apesar da pressão exercida pela safra recorde brasileira e pelo bom desenvolvimento das lavouras norte-americanas, o mercado segue acompanhado pelo ritmo das exportações e pela demanda da indústria processadora. Até o período analisado, o Brasil já havia embarcado mais de 55 milhões de toneladas de soja, segundo dados compilados pela Epagri/Cepa.

Milho e sorgo na mira da cadeia de proteína animal mundial

Na segunda quinzena de junho 2026, a redação da nutriNews publicou uma matéria sobre a crescente importação da China de sorgo brasileiro nas formulações de rações e DDG (grãos secos de destilaria) para etanol. O movimento faz parte de uma estratégia mais ampla do país asiático para diversificar as matérias-primas empregadas na alimentação animal, reduzindo a dependência de milho e farelo de soja e aumentando a flexibilidade nutricional das dietas.

Leia mais em: https: China intensifica importação de sorgo brasileiro.

Fonte: Epagri/ CEPA – com adaptações da redação nutriNews.

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