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Promotores de crescimento na nutrição animal: regulamentação e implicações

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Para ler mais conteúdo de nutriNews Brasil 4 Trimestre 2021

Carolina Naves Aroeira

PhD in Animal Science and Pastures
Carolina Naves Aroeira

Vivian Feddern

Doutorado em Agrobiotechnology Lab pela Aarhus University, Dinamarca(2010)
Vivian Feddern

Promotores de crescimento na nutrição animal: regulamentação e implicações

O aumento da população mundial vem trazendo simultaneamente o aumento da demanda por proteínas, principalmente, de origem animal. A busca por outras fontes proteicas vêm crescendo, mas ainda se restringe a uma população pouco representativa.
A carne é considerada mundialmente como o alimento mais nobre na refeição, fornecendo nutrientes essenciais como proteínas, a maioria das vitaminas do complexo B, ácidos graxos de cadeia longa, entre outros (De Smet, 2012).
Contudo, é a commodity com maior custo de produção (OECD, 2021). A alimentação animal representa 70% do total desse custo, principalmente, em não ruminantes, como suínos (Gonzalez Ronquillo; Angeles Hernandez, 2017).


Neste cenário, têm-se os promotores de crescimento sendo utilizados como aditivos alimentares nas rações, ou aplicados através de injeções ou, implantes, como forma de promover um melhor desempenho animal com menor utilização de insumos.
Uma grande variedade de substâncias é empregada e denominada como promotores de crescimento na produção animal (Jeong et al., 2011).

Outra classe de promotores bastante conhecida são os agonistas β-adrenérgicos (BAA), compostos derivados de feniletilaminas os quais são quimicamente análogos às catecolaminas naturais como epinefrinas e norepinefrinas, com efeito anabolizante. Sendo amplamente utilizados como promotores de crescimento em muitos países (Johnson et al., 2013).

Na década de 90, os promotores de crescimento muito utilizados na produção animal eram os implantes anabólicos (ambos estrogênicos e androgênicos), somatotropina bovina (BST), agentes repartidores de energia (BAA) e probióticos. Os promotores possuem objetivos comuns, como a melhora do desempenho zootécnico, contudo, os mecanismos de ação podem diferir bastante (Mader, 1997).
De acordo com Wierup (2001), a maioria dos promotores tem como ação acelerar a retenção de nitrogênio. Favorecendo assim uma maior deposição de tecido muscular (carne) que é mais valorizado e mais rentável aos
produtores.
Segundo alguns autores, os aditivos alimentares não nutritivos, como as enzimas exógenas e os antibióticos, também se enquadram como  promotores, uma vez que possuem a função de melhorar o desempenho animal. Contudo, de forma geral os antibióticos são classificados a parte, por se tratar de uma classe mais específica que envolve tanto a área de nutrição quanto a área de saúde.
São conhecidos no meio técnico e acadêmico como APCs – antibióticos promotores de crescimento – ou AGPs em inglês (antibiotic growth promoter).

50’s: Seus efeitos como promotores de crescimento (doses subterapêuticas) vêm sendo avaliado desde a década de 50.
1951: Starr & Reynolds em 1951 começaram a discutir sobre o aparecimento de um coliforme resistente à Estreptomicina;
1959: Elliott & Barnes em 1959 discutiram sobre a ocorrência de estirpes de Streptococcus spp., altamente resistente à clortetraciclina, utilizada na ração de galinhas como promotores, entre outros estudos. Nos dias atuais, percebe-se que o uso de antibióticos na produção animal vem sendo questionado de forma mais intensa.
2016: Diante disto, alguns APCs, como o sulfato de colistina, foram proibidos, como aditivo promotor de crescimento, a exemplo do Brasil, segundo a IN 45 de 22 de novembro de 2016 (Brasil, 2016).
Muitos estudos avaliam as tecnologias empregadas na nutrição animal, e a segurança dos alimentos vem sendo um dos principais tópicos levados em consideração ao se permitir o uso de determinada substância.
Alguns promotores de crescimento não antibióticos também foram proibidos, por apresentarem riscos à saúde animal e humana como o

  • Cimaterol e  
  • Clembuterol

Como alternativas ao seu uso, os suinocultores começaram a utilizar um produto similar, a ractopamina (Bohrer et al., 2013). Seu efeito na saúde humana, bem-estar animal, na qualidade da carne e na carcaça vem sendoxponential meet amplamente pesquisado.
A ractopamina foi apontada como a 13ª tecnologia de maior impacto na cadeia suinícola, em uma pesquisa de opinião com especialistas americanos sobre as maiores descobertas para a nutrição de suínos no último século (Cromwell, 2009).
Apesar disso, a ractopamina tem sido também colocada em xeque onde seu uso é bastante controverso, sendo banida em alguns países, e permitida em outros.
Países que PROIBIRAM sua utilização:

  • Japão
  • China
  • Taiwan
  • Rússia
  • União Europeia
  • Chile

Países que PERMITEM seu uso de forma controlada:

  • Estados Unidos
  • Austrália
  • Canadá
  • México
  • Brasil (Valese et al., 2016)




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