Os mercados de soja e milho registraram valorização no Brasil na semana, segundo levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Em ambos os produtos, a postura mais cautelosa dos vendedores, combinada a fatores externos e preocupações com a oferta, contribuiu para sustentar os preços.
No mercado de milho, as cotações avançaram mesmo com o andamento da colheita da segunda safra. De acordo com o Cepea, as altas no mercado internacional e as preocupações com as condições climáticas para os próximos meses estimularam os preços. Produtores reduziram o interesse em negociar, tanto no mercado spot quanto em operações para entrega futura e exportação.
No cenário externo, expectativas de queda na produtividade das lavouras dos Estados Unidos elevaram as cotações internacionais, diante da possibilidade de menor oferta global. As perspectivas desfavoráveis para a produção na União Europeia e as incertezas relacionadas ao conflito no Mar Negro também deram suporte aos preços futuros.
Já na soja, a valorização foi impulsionada principalmente pela demanda firme no mercado interno e externo. Segundo o Cepea, os Indicadores CEPEA/ESALQ – Paranaguá e CEPEA/ESALQ – Paraná alcançaram os maiores patamares nominais diários desde abril de 2023.
A demanda externa permanece aquecida, com destaque para a China, enquanto as indústrias brasileiras intensificaram as compras para recompor e garantir estoques. Ao mesmo tempo, a retração dos vendedores reduziu a disponibilidade de lotes no mercado spot.
A cautela dos sojicultores está relacionada às incertezas sobre a oferta mundial da safra 2026/27, especialmente diante dos possíveis impactos do El Niño. O cenário também influenciou as cotações internacionais e reforçou a valorização da oleaginosa no mercado brasileiro.
Assim, soja e milho encerram a semana em trajetória de alta, em um ambiente marcado por demanda firme, menor disposição dos vendedores e incertezas sobre a oferta global.
Fonte: Cepea.
