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Suplementação com arginina para fêmeas suínas em gestação: parte II

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Dante Teixeira Valente Júnior Mestrado em Zootecnia pela Universidade Federal de Viçosa

Dante Teixeira Valente Júnior

Gustavo de Amorim Rodrigues Mestrado em Zootecnia pela Universidade Federal de Viçosa, Brasil

Gustavo de Amorim Rodrigues

Karine Assis Costa Doutorado em Genética e Melhoramento pela Universidade Federal de Viçosa, Brasil

Karine Assis Costa
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Suplementação com arginina para fêmeas suínas em gestação: parte II

A nutrição materna é um dos principais fatores que afeta a sobrevivência, crescimento e desenvolvimento de embriões e fetos. O uso de aminoácidos como nutriente funcional durante a gestação vem sendo largamente estudado devido a participação destes em vias metabólicas relacionadas às funções reprodutivas dos animais.

Período e duração da suplementação com L- arginina na ração de fêmeas suínas gestantes.

Embora alguns estudos demonstrem que a suplementação com arginina melhora o desempenho reprodutivo de fêmeas suínas, não há um consenso sobre o melhor período, nível de inclusão, ou fase gestacional para utilização desse aminoácido, sendo os resultados destes estudos conflitantes (Palencia et al., 2018; Li et al., 2015).
A suplementação com arginina no terço inicial de gestação de fêmeas suínas é determinante na viabilidade e sobrevivência embrionária por beneficiar a:
Implantação embrionária

Formação dos conceptos

Vascularização Placentária

Crescimento placentário

(Costa et al., 2019)

Por outro lado, alguns estudos mostram que a suplementação com arginina no terço médio e final de gestação, período de maior ganho de peso fetal, aumenta o peso dos leitões e a uniformidade da leitegada ao nascimento (Bass et al., 2017; Quesnel et al., 2014; Che et al., 2013).

Fêmeas suínas hiperprolíficas ovulam cerca de 20 a 30 oócitos mas apenas metade destes resultam em leitões nascidos vivos (Town et al., 2005). Esse fato pode estar relacionado com a capacidade uterina restrita, positivamente relacionada com a mortalidade fetal (Bazer et al., 2014).

A suplementação com arginina através da modulação do ambiente intra-uterino de fêmeas suínas gestantes pode melhorar a eficiência placentária e a capacidade uterina.

Em 75% dos casos, as perdas pré-natais ocorrem durante os primeiros 25 dias de gestação (Ford et al., 2002), dessa forma a suplementação com arginina poderia ser vantajosa nesse período.

Contudo Li et al. (2010) reportaram em marrãs gestantes suplementadas com 8,0 g/kg de L-arginina entre os dias 0 e 25 de gestação:

A partir desse estudo, têm sido evitada a suplementação com arginina no dia da concepção.

Por outro lado, Greene et al. (2012) em estudo sobre a suplementação com 20,0 g/kg de L-arginina durante
todo o período gestacional de camundongas (também iniciando após a concepção), observaram aumento do tamanho da ninhada, do número de pontos de ligação de placenta e da atividade transcricional do Vegfr2 (receptor 2 do fator de crescimento endotelial) em tecido fetoplacental.

Vários estudos tem demonstrado o efeito benéfico na performance reprodutiva de fêmeas suínas suplementas com arginina durante o terço inicial de gestação

Ao suplementar com 10,8 g/kg de L-arginina entre os dias 1 e 30 de gestação de marrãs, Li et al. (2015) observaram aumento de nascidos, nascidos vivos e do peso da leitegada.

Costa et al. (2019), em suplementação com 10,0 g/kg de L-arginina na ração dia 1 ao dia 25 de gestação, reportaram aumento da concentração de arginina no plasma, aumento da expressão do gene do fator de crescimento semelhante à insulina tipo 1 (IGF1) e tendência ao aumento do peso dos embriões.

Bérard & Bee (2010) reportaram que a suplementação com 6,7 g/kg de L-arginina na ração de fêmeas suínas gestantes dos 14 aos 28 dias de gestação afetaram positivamente a miogênese, com maior formação de miofibrilas além do aumento do número de fetos viáveis aos 75 dias de gestação.

Por outro lado, sabe-se que 50% do ganho de peso fetal acontece nos últimos 20 dias de gestação (Figura 1; McPherson et al., 2004), e a adequada nutrição materna neste período se torna imprescindível para o desenvolvimento fetal (Che et al., 2017; Nuntapaitoon et al, 2018).

 

Deve-se considerar que o desenvolvimento muscular dos suínos ocorre, de forma geral, em duas etapas (Figura 2). A primeira, corresponde ao período entre 35 e 55 dias de gestação em que há a formação das fibras primárias a partir da fusão de mioblastos.




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