O sistema é geralmente instalado em tanques escavados ou suspensos, revestidos com materiais impermeáveis. Com aeração intensa e contínua, são formados os bioflocos, que desempenham um papel essencial na manutenção da qualidade da água no cultivo.
Além de ser um grande produtor de gado de corte, leite e café, Minas Gerais se destaca também na piscicultura, ocupando a terceira posição no ranking nacional de produtores de peixes de cultivo, conforme o Anuário da Piscicultura 2024, da Peixe BR.
Com o objetivo de fortalecer essa atividade e desenvolver estudos voltados para alternativas sustentáveis e economicamente viáveis, a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG) está implementando a tecnologia de bioflocos (Biofloc Technology – BFT) para o cultivo de tilápias no Campo Experimental de Felixlândia (MG).
O sistema é geralmente instalado em tanques escavados ou suspensos, revestidos com materiais impermeáveis. Com aeração intensa e contínua, são formados os bioflocos, que desempenham um papel essencial na manutenção da qualidade da água no cultivo.
Esses flocos são compostos principalmente por algas e bactérias, responsáveis pela remoção de substâncias tóxicas, como amônia e nitrito, vindos da excreção dos peixes e da decomposição de resíduos alimentares.
Segundo Franklin Costa, pesquisador da EPAMIG, esses microrganismos trabalham em conjunto para tornar o ambiente mais saudável e, adicionalmente, fornecer nutrientes para os peixes.
“Com a atuação do sistema, reduzimos a necessidade de renovação da água, o que torna a produção mais eficiente, minimizando problemas de sanidade do animal e impactos ambientais”, ressalta.
Pesquisador Franklin Costa – Acervo EPAMIG (reprodução)
“Além das bactérias e algas, outros organismos que se beneficiam dos flocos, como microcrustáceos, são aproveitados na alimentação da tilápia, um peixe com grande capacidade de filtração, especialmente nas fases iniciais de vida”, complementa.
Avanços e perspectivas
A expectativa é que, até o início de março de 2025, o sistema esteja totalmente implementado e o processo de desenvolvimento dos flocos microbianos tenha início. Nos meses seguintes, serão realizadas avaliações sobre a influência da tecnologia de bioflocos no desenvolvimento dos peixes, além da análise da viabilidade econômica.
À medida que as etapas forem concluídas e validadas, as técnicas serão repassadas aos produtores interessados, contribuindo para suprir a demanda do setor aquícola por formas jovens de tilápia ao longo do ano.
O Campo Experimental da EPAMIG, em Felixlândia, encontra-se aberto à visitação para acompanhamento dos projetos de pesquisa, mediante agendamento prévio por meio dos seguintes contatos: (38) 3753-1390 / [email protected]
Fonte: EPAMIG
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