Quais são os níveis de microminerais e vitaminas utilizados em rações comerciais para matrizes na indústria suinícola brasileira?
INTRODUÇÃO
Reconhecidamente, as vitaminas exercem muitas funções, auxiliando no metabolismo de outros nutrientes, na utilização da energia e da proteína, e na promoção dos índices reprodutivos, do desempenho e da saúde animal (HERNANDEZ et al., 2012).
Neste cenário, a suplementação vitamínica nas rações, baseado no retrospecto de trabalhos científicos e experiências comerciais, visa atender as demandas da espécie, que são muito dinâmicas.
Assim, as exigências estabelecidas pelas tabelas clássicas de nutrição (ROSTAGNO et al., 2011; 2017; NRC, 2012, FEDNA, 2013) buscam indicar níveis adequados de requerimento e preservar uma relação de custo-benefício otimizada (HERNANDEZ et al., 2012).
Estas mesmas premissas valem para os níveis de minerais traços, cuja maioria das pesquisas voltadas para a determinação destas exigências foram realizadas nas décadas de 40 e 50 e dirigidas para evitar quadros de deficiência (GAUDRÉ; QUINIOU, 2009).
Embora atualmente hajam iniciativas comerciais de suplementação de algumas vitaminas e minerais traços sob níveis mais elevados, visando atender as diferentes demandas que as matrizes suínas modernas detêm, não se conhece, todavia, o que exatamente as empresas têm efetivamente praticado no Brasil.
No entanto, esta limitação de informações não é exclusiva de nossa suinocultura. São poucos os levantamentos em nível mundial que tratam desta questão.
Com exceção, dois estudos realizados nos Estados Unidos (Coelho and Cousins, 1997; Flohr et al., 2016) indicaram grandes variações no uso de minerais traços e vitaminas entre produtores de suínos, corroborando com a limitação de dados sobre as exigências nutricionais destes nutrientes para a matriz suína contemporânea.
Assim, objetivou-se com este estudo identificar os níveis de minerais traços e de vitaminas utilizados comercialmente nas rações de matrizes no Brasil, servindo este como uma fonte suplementar de informação que poderá auxiliar nutricionistas e pesquisadores nas ações em prol da melhora dos aspectos técnicos e econômicos no segmento.
Este levantamento foi realizado entre os meses de Junho e Dezembro de 2019 junto a empresas produtoras de premix/núcleo (n = 15) para suínos com atuação nas diversas regiões do Brasil e às principais cooperativas/agroindústrias (n = 15) do setor suinícola brasileiro.
Cada empresa participante também in...