Para ler mais conteúdo de nutriNews Brasil 2 Trimestre 2020
Em alguns países, com destaque para o México e outros, como China, Filipinas, Peru e certas regiões da Espanha, entre outras, a coloração da pele do frango de corte representa um importante fator na escolha da ave que se compra, já que o consumidor relaciona diretamente as tonalidades amarelas e/ou douradas com a boa qualidade, frescor e saúde do frango. Neste artigo, analisamos o efeito que diferentes fatores podem ter sobre a pigmentação no frango.
O custo da matéria-prima para obter essa pigmentação é considerável (representa de 8 a 10% do custo total da dieta), e varia dependendo da intensidade da tonalidade final que se pretende alcançar (muito diferente segundo os costumes de cada país)
No caso de não alcançar os valores requeridos e/ou apresentar inconformidades, em geral, são aplicadas penalidades econômicas no preço do quilo da carne no momento da comercialização.
Essa coloração é obtida com a combinação de xantofilas, que trazem cores amarelas (luteína, zeaxantina e criptoxantina) e, em algumas regiões, vermelhas (capsantina e/ou cantaxantina), para que juntas possam atingir uma tonalidade dourada de aspecto natural.
A pigmentação é um processo cumulativo, cujo ciclo de coloração dura aproximadamente de 2 a 3 semanas.
Ou também podem ser utilizados pigmentos sintéticos, que colorem mais rapidamente, mas com um custo mais alto. A mistura dos diferentes ingredientes pigmentadores depende do mercado ao qual as aves serão destinadas, bem como da disponibilidade e do preço dos pigmentos.

A absorção do pigmento é realizada pelo tecido epitelial ciliado do intestino médio e, para que seja feito de modo adequado, é necessário realizar um processo de hidrólise enzimática das xantofilas que entram com a dieta na forma de ésteres de ácidos graxos. Claro que, para isso, é necessário um estado de saúde muito bom da mucosa intestinal, que deve estar livre de infecções, tais como enterite bacteriana ou lesões de coccidiose aviária.
Há muitos outros fatores que podem afetar a absorção de pigmentos, como os relacionados com a própria dieta:
Doenças, não só as que diminuem o consumo de alimento (e, portanto, de xantofilas), mas também, como mencionamos anteriormente, as doenças que causam danos entéricos (coccidiose, enterites bacterianas, etc.), uma vez que a absorção de xantofilas está diretamente relacionada com a saúde e integridade intestinal (Ortega et al., 2012).
A coccidiose aviária, como já foi dito, é um dos fatores mais importantes que podem de afetar a pigmentação, tendo sido constatado reduções nos níveis de luteína no soro de até 90% como consequência da doença.
E, mais concretamente, as espécies implicadas são Eimeria acervulina, E. praecox, E. mitis e E. maxima, já que causam descamação e encurtamento das vilosidades da mucosa intestinal e parasitam as regiões de maior absorção de pigmento no intestino das aves
Portanto, é de fundamental importância obter um bom nível de proteção para evitar as lesões e as consequências da coccidiose nos frangos, e assim alcançar os parâmetros desejados ao término da pigmentação. O método mais utilizado para o controle de Eimeria spp. é o uso de medicamentos coccidiostatos no alimento.

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