17 ago 2026
As exportações brasileiras do agronegócio alcançaram US$ 16,34 bilhões em julho de 2026, o maior valor já registrado para o mês e 5,4% acima dos US$ 15,50 bilhões obtidos em julho de 2025. O resultado reforça a participação do setor na pauta comercial brasileira, que respondeu por 47,9% das exportações totais do país no mês, segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
Entre os setores, o complexo soja liderou as exportações, com US$ 7,15 bilhões, alta de 22,4% em relação ao mesmo mês do ano passado. Na sequência apareceram carnes, com US$ 2,91 bilhões (+5,2%); produtos florestais, com US$ 1,62 bilhão (+16,5%); complexo sucroalcooleiro, com US$ 1,13 bilhão (-27,6%); e café, com US$ 937 milhões (-18,2%).
Soja mantém protagonismo
A soja em grãos foi o principal produto da pauta do agronegócio em julho, responsável por 36% do valor exportado. As vendas somaram US$ 5,87 bilhões, alta de 17,4%, enquanto o volume embarcado chegou a 13,4 milhões de toneladas, recorde para o mês e crescimento de 9,3%.

O preço médio também contribuiu para o resultado, avançando 7,4%, de US$ 408 para US$ 438 por tonelada. A China permaneceu como principal destino, concentrando 70% das vendas de soja brasileira em julho, com US$ 4,11 bilhões.
A carne bovina in natura apresentou retração em julho, com exportações de US$ 1,45 bilhão, queda de 5,8%. O volume recuou 17,7%, para 227,94 mil toneladas. O aumento de 14,4% no preço médio, porém, ajudou a limitar a redução da receita.
No acumulado do ano, o cenário é diferente: as exportações de carne bovina chegaram a US$ 10,5 bilhões, crescimento de 30,1%, com 1,7 milhão de toneladas embarcadas. O resultado é recorde para o período tanto em valor quanto em quantidade.
De janeiro a julho de 2026, as exportações brasileiras do agronegócio alcançaram US$ 103,4 bilhões, recorde histórico para os primeiros sete meses do ano e crescimento de 6% sobre 2025.
Soja em grãos e carne bovina foram os principais responsáveis pela expansão das vendas externas no período. O complexo soja respondeu por US$ 42,1 bilhões, enquanto o setor de carnes movimentou US$ 20,5 bilhões. Juntos, os cinco principais setores — soja, carnes, produtos florestais, café e complexo sucroalcooleiro — concentraram 82,8% das exportações do agronegócio.

A China continua como principal destino, absorvendo US$ 36,2 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro entre janeiro e julho, alta de 8,9% e participação de 35% nas exportações do setor. A União Europeia aparece em segundo lugar, com US$ 15 bilhões, enquanto os Estados Unidos registraram US$ 5,9 bilhões, queda de 23,3%.
O resultado mostra, portanto, um cenário de forte desempenho das exportações do agronegócio brasileiro em 2026, sustentado principalmente pela soja e pelas carnes, embora alguns produtos importantes, como café e açúcar, tenham apresentado retração no período.
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