12 May 2021

Culturas de inverno devem gerar oportunidades de renda para os produtores gaúchos

Expectativa é de crescimento na área de trigo no Rio Grande do Sul devido à rentabilidade e negócios como o […]

Expectativa é de crescimento na área de trigo no Rio Grande do Sul devido à rentabilidade e negócios como o uso para nutrição animal

 
As culturas de inverno, além de auxiliar agronomicamente o solo para o plantio das culturas de verão, este ano vão trazer renda ao produtor. Esta é a avaliação dos convidados do Agropauta Web Talks, realizado na noite desta segunda-feira, 10 de maio. Além disso, a demanda pela nutrição animal também é um fator preponderante para a alta procura pelos cultivos. Participaram do debate Paulo Pires, presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS) e presidente da Coopatrigo, de São Luiz Gonzaga (RS), Jorge Lemainski, chefe-geral da Embrapa Trigo,  e Geomar Corassa, gerente de pesquisa da CCGL e coordenador da Rede Técnica Cooperativa (RTC).

Corassa trouxe números da RTC que apontam que a área de trigo no Rio Grande do Sul deve crescer ao menos 10% nesta safra e que as expectativas podem, inclusive, superar este indicativo inicial. “Conseguimos vislumbrar uma expansão das culturas de inverno, com destaque para a cultura do trigo, muito em função de o produtor tentar usar melhor sua área no inverno e também baseado em uma expectativa de uma realidade de preço diferenciado que a gente não via há muitos anos e isso anima o produtor para uma expansão de área. Mas também uma expansão de áreas de outras culturas como aveia, canola, cevada, centeio e triticale, que também buscam seu espaço e trazem um viés de rentabilidade. Temos relatos de muitas cooperativas de que a área de canola está crescendo assim como a de cevada”, observou.

De acordo com Pires, o aumento deve ocorrer especialmente em áreas em que não eram tradicionais em termos de implantação da cultura, além da manutenção em áreas intensivas como as Missões e a região de Santa Rosa. Sobre a questão dos custos em relação à renda, o dirigente reforçou que o produtor tem um cenário favorável como não se via há tempos. “Todos os produtores e técnicos sabem do potencial da lavoura de trigo hoje. Não tenho dúvidas que é um momento extraordinário para levar renda para a propriedade. Saímos de uma safra boa de verão, com remuneração igualmente boa. É muito importante que os que trabalham com a pesquisa apresentem o trigo como uma cultura fundamental na propriedade, mostrando a cultura como uma cultura promissora, do lado agronômico, técnico e, neste ano, também do lado econômico”, salientou.
Jorge Lemainski disse que no Brasil Central o cenário inicial era de 220 mil hectares cultivados, mas que há uma expectativa de se aumentar para 250 mil hectares. Já no Sul do Brasil, o indicativo é de romper a barreira de um milhão de hectares no Rio Grande do Sul. “Sob o ambiente do aspecto técnico, a utilização da terra é imprescindível para melhorarmos a condição de estrutura do solo. Sob o ponto de vista da intensificação sustentável necessária, a melhor safra de verão é preparada no inverno. Reduzo o custo em R$ 120,00 por hectare no uso de herbicidas numa lavoura de soja com uma lavoura de inverno. Sob esse ponto de vista de manejo eficiente, eu posso ter estas oportunidades de redução de custos no sistema de produção”, ressaltou.
 

Fonte: Joseani Antunes | Embrapa Trigo

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