02 Sep 2021

Importância do colostro para os leitões

A mortalidade dos leitões é maior nos primeiros 3 dias após o nascimento, a morte prematura se deve principalmente ao baixo consumo de colostro. O colostro e o leite fornecem energia e nutrientes para o crescimento e desenvolvimento dos tecidos do corpo, fatores imunogênicos, de proteção e crescimento. 

O colostro e a produção de leite desempenham um papel essencial na garantia da sobrevivência e do crescimento dos leitões.

Durante as últimas décadas, melhorar a prolificidade e a qualidade de carcaça têm sido os principais objetivos da seleção genética em suinocultura. Como resultado, a prolificidade aumentou em 2 a 4 leitões por parto nos últimos 20 anos e atualmente atinge 14 a 16 leitões nascidos por parto em muitos países.
O colostro e a produção de leite desempenham um papel essencial na garantia da sobrevivência e do crescimento dos leitões até o desmame. Outra consequência da seleção para prolificidade e carne magra é um aumento substancial na mortalidade de leitões antes do desmame.
A mortalidade dos leitões é maior nos primeiros 3 dias após o nascimento e foi estabelecido que a morte prematura se deve principalmente ao baixo consumo de colostro (Edwards, 2002; Le Dividich et al., 2005). O esmagamento pela porca também foi identificado como a principal causa de mortalidade de leitões durante a lactação. É provável que o risco de ser esmagado aumente quando os leitões estão fracos devido à baixa ou nenhuma ingestão de colostro.
O colostro e o leite fornecem energia e nutrientes para o crescimento e desenvolvimento dos tecidos do corpo, fatores imunogênicos, de proteção e crescimento. Antes de falarmos sobre os benefícios do colostro, devemos saber o que é o colostro e qual sua diferença do leite materno.
O colostro e o leite diferem no tempo de secreção e na sua composição. Colostro é a primeira secreção das glândulas mamárias que é amplamente sintetizada antes do parto. É caracterizada por altas concentrações de imunoglobulinas (Ig) em comparação com o leite (Tabela 1) e contém concentrações mais baixas de lactose e lipídios do que o leite (Tabela 2).


O colostro é definido como as secreções mamárias ingeridas por leitões até 24 horas após o parto, conforme sugerido por Devillers et al. (2004), leite de transição é definido como as secreções mamárias sendo produzidas após o colostro até o dia 4 da lactação, e leite maduro a partir do dia 10 de lactação.
O leite de transição pode ser rico em lipídios enquanto a composição química do leite maduro é essencialmente constante a partir do dia 10 de lactação em diante (Csapó et al., 1996; Klobasa et al., 1987).
 

Termorregulação

Como é o caso de muitos mamíferos, os leitões ao nascer são repentinamente expostos a um ambiente frio, com temperatura abaixo da temperatura que seria considerada de conforto térmico. Assim, a manutenção da homeotermia pela ativação de mecanismos termorreguladores é vital.
Ao contrário de outros mamíferos, no entanto, o leitão recém-nascido é desprovido de tecido adiposo marrom termogênico. Além disso, em comparação com a maioria dos outros mamíferos, seu teor geral de lipídios é baixo (menos de 2%; Seerley e Poole, 1974). Portanto, o glicogênio hepático e muscular representam os principais estoques de energia, fornecendo nutrientes para manutenção da temperatura corporal.
Entretanto, esses estoques de energia são completamente esgotados em 12 a 17 horas após o nascimento, na ausência de ingestão de colostro (Theil et al., 2011). O colostro é, portanto, essencial para a sobrevivência no início do período pós-natal, fornecendo energia para termorregulação.
 

Imunidade

O colostro também fornece ao leitão imunidade passiva. Ao nascer, o leitão é desprovido de imunoglobulinas e seus o sistema imunológico precisa de pelo menos 3 ou 4 semanas, ou seja, desde o nascimento até o desmame, para se desenvolver totalmente (Rooke e Bland, 2002).
O IgG materno, presente no colostro fornece imunidade sistêmica enquanto a IgA materna presente no colostro e no leite protege a mucosa intestinal de patógenos, evitando assim a diarreia neonatal. O colostro também contém células e fatores imunomoduladores que desempenham um papel na resposta a patógenos e que pode ajudar na maturação do próprio sistema imunológico do leitão (Salmon et al., 2009).
 

agriNews FM pt Vetanco
Crescimento e desenvolvimento

Último, mas não menos importante, o colostro também auxilia os leitões recém-nascidos em sua adaptação fisiológica após o nascimento, fornecendo enzimas digestivas e estimulando o metabolismo energético e mecanismos termorregulatórios (Herpin et al., 2005).




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