NO CORAÇÃO DA PRODUÇÃO
21 ago 2026
Nova feira será realizada em setembro de 2027, no Parque da Efapi, e terá foco em negócios, relacionamento e conhecimento para a indústria de transformação do leite.
A Associação Comercial, Industrial, Agronegócio e Serviços de Chapecó (ACIC) lançou, nessa quarta-feira (19), a Mercoagro Lácteos, nova feira dedicada à indústria de transformação do leite. O evento, previsto para os dias 14, 15 e 16 de setembro de 2027, no Parque da Efapi, em Chapecó, nasce com expectativa de reunir cerca de 120 expositores em dois pavilhões e conectar empresas, cooperativas, fornecedores, compradores, técnicos e lideranças de uma das principais regiões produtoras de leite do país.
A projeção inicial previa cerca de 70 expositores e a ocupação de um pavilhão, no entanto, a procura registrada durante a fase de apresentação do projeto levou a organização a ampliar a estrutura planejada. Para o organizador geral da feira, Nadir José Cervellin, o interesse demonstra a aderência da feira às demandas do setor.
“Nós já superamos a meta. Era um pavilhão e agora serão dois, com uma expectativa de 120 expositores. Estivemos em várias regiões, estamos circulando e percebemos a sinergia, o interesse dos expositores e do público. Isso nos desafia a fazer melhor”, frisou.
A Mercoagro Lácteos terá como pilares negócios, relacionamento e conhecimento. A programação prevê a exposição de produtos, equipamentos, tecnologias e soluções para a indústria. Também é planejado um seminário internacional voltado à transformação do leite e conteúdos técnicos relacionados aos desafios e oportunidades da cadeia produtiva. Segundo Cervellin, a estrutura e a experiência acumuladas pela ACIC com a Mercoagro, feira dedicada à indústria da carne, servirão de base para o novo projeto.
NO CORAÇÃO DA PRODUÇÃO
A escolha de Chapecó acompanha a relevância econômica da cadeia leiteira no Oeste. Santa Catarina produz cerca de 3,3 bilhões de litros de leite por ano e ocupa a quarta posição no ranking nacional. O Estado possui 1.186 empresas lácteas ativas e 75,7% da produção catarinense está concentrada no Oeste.
A organização pretende aproveitar essa estrutura produtiva para aproximar os diferentes elos da cadeia, desde a produção no campo até a indústria responsável pela transformação e agregação de valor.
Cervellin ressaltou que o avanço do setor passa pelo aumento da produtividade e pela incorporação de tecnologia.
“Nossa região sabe transformar e agregar valor a uma cadeia que começa na produção, com genética, nutrição e manejo, passa pela qualidade do leite e chega à indústria, que transforma essa matéria-prima em queijo, iogurte, sorvete e tantos outros produtos.”
EXPERIÊNCIA
A criação da Mercoagro Lácteos amplia o calendário de grandes eventos promovidos pela ACIC. O presidente da entidade, Carlos Roberto Klaus, explicou que a definição pelo setor lácteo ocorreu após estudos sobre diferentes segmentos e a identificação da força da atividade na região.
“Depois de 14 edições da Mercoagro e 30 anos de história, entendemos que tínhamos expertise para fazer uma nova feira. Vieram muitas ideias e muitos ensaios sobre qual setor deveríamos abranger. Quando olhamos para o leite, não tivemos dúvida. Estamos dentro de uma das maiores bacias leiteiras do Brasil e não havia por que não dar esse passo”, declarou.
Com o novo evento, a ACIC passa a organizar duas feiras especializadas. Para isso, a entidade também adequou sua estrutura interna.
“Para a Associação Comercial é um feito muito grande, porque fazíamos somente a Mercoagro a cada dois anos. Agora passamos a ter duas feiras e nos reestruturamos dentro da entidade. Tenho certeza que estamos prontos para mais uma grande feira”, acrescentou Klaus.
O presidente também reiterou a estrutura disponível em Chapecó para receber eventos de grande porte e o apoio do poder público. “Chapecó é uma cidade preparada para receber esses grandes eventos. Temos um Parque da Efapi amplo e que comporta tudo o que imaginamos para a feira.”
A gerente comercial da feira, Eliana Panty, também apontou a industrialização como um dos principais caminhos para ampliar o valor econômico da atividade.
“O grande salto se dá pelo processamento e pela produção. É onde se agrega valor, onde o leite se transforma em queijo, iogurte, whey protein e tantos outros produtos.”
A proposta, segundo ela, é posicionar Chapecó como referência para o setor.
“O que queremos é que Chapecó se transforme em um hub de tecnologia, inovação e negócios. Queremos grandes investimentos e grandes negócios aqui.”
A estratégia também prevê aproximação com outros mercados. A organização prepara ações de divulgação fora do Brasil, entre elas um lançamento na Argentina, além da articulação com associações internacionais.
Fonte: Assessoria de imprensa.
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