10 ago 2026
Durante o SIAVS 2026, Jonivan Paloski e Ricardo Flos, da Nuproxa, apresentaram à agriNews Brasil a Biocolin DS e explicaram como quase 20 anos de pesquisa contribuíram para o desenvolvimento de uma solução voltada ao metabolismo e ao desempenho animal
A busca por soluções nutricionais capazes de melhorar a eficiência dos animais sem perder de vista sustentabilidade e desempenho esteve entre os temas discutidos no estúdio da agriNews Brasil durante o SIAVS 2026. Com uma estrutura preparada para receber especialistas e empresas do setor, o espaço foi palco de uma conversa sobre uma molécula que acompanha a trajetória da Nuproxa e ganha agora uma nova etapa no mercado brasileiro: a colina vegetal.
Em entrevista à diretora da agriNews Brasil, Priscila Beck, Jonivan Paloski, diretor comercial da Nuproxa Brasil e Ricardo Flos, gerente comercial da empresa, apresentaram a Biocolin DS, versão concentrada da Biocolin que chega ao Brasil com a proposta de ampliar as possibilidades de utilização da tecnologia na nutrição animal.
Uma evolução construída ao longo de quase 20 anos
A história da Biocolin, segundo Jonivan Paloski, está diretamente relacionada à trajetória internacional da Nuproxa. A empresa começou a trabalhar com a molécula há aproximadamente duas décadas e, desde então, ampliou o conhecimento sobre seus mecanismos de ação e aplicações.
A experiência acumulada em diferentes mercados é apresentada pela empresa como um dos diferenciais para a chegada da Biocolin DS ao Brasil. Além dos resultados zootécnicos observados ao longo dos anos, a Nuproxa afirma ter avançado na compreensão dos mecanismos metabólicos envolvidos na resposta à molécula.
“Nós temos um histórico de trabalho próximo de 20 anos. O tempo permitiu o nosso desenvolvimento e, além de já conhecermos resultados técnicos, avançamos para os estudos das enzimas e dos genes envolvidos nessa resposta”, destacou Jonivan.
Esse conhecimento, segundo o diretor comercial, permite trabalhar não apenas com a avaliação do resultado final, mas também com a compreensão dos mecanismos que estão por trás da resposta obtida nos animais.
Segundo Jonivan, a molécula atua no metabolismo lipídico, favorecendo a utilização desses nutrientes pelo organismo em vez de seu armazenamento no fígado. A proposta é proporcionar maior disponibilidade de nutrientes e energia para o animal, contribuindo para o desempenho zootécnico.
A tecnologia, portanto, é apresentada dentro de uma perspectiva de nutrição de precisão, na qual a suplementação busca acompanhar as exigências de animais geneticamente cada vez mais eficientes.
“A Biocolin é uma molécula que tem um efeito importantíssimo sobre o metabolismo de lipídios, permitindo que esse lipídio não se armazene a nível hepático e seja liberado para o metabolismo do animal”, explicou Jonivan.
Para a Nuproxa, esse mecanismo representa uma oportunidade de explorar melhor o potencial produtivo dos animais por meio da nutrição.
A entrada da Biocolin DS no Brasil representa, segundo Ricardo Flos, um novo momento para a atuação da Nuproxa no mercado nacional. A empresa pretende desenvolver a tecnologia localmente com uma estrutura comercial e técnica preparada para atender diferentes regiões do país. O objetivo declarado é evitar que a solução seja percebida apenas como mais uma alternativa de colina vegetal disponível no mercado.
A estratégia é posicionar a tecnologia a partir de conhecimento técnico, acompanhamento e proximidade com os profissionais responsáveis pelas formulações.
“A gente não quer que seja mais uma colina vegetal no mercado. A gente quer ser a referência em colina vegetal no mercado brasileiro”, afirmou Ricardo.
Para isso, a empresa pretende manter uma equipe técnica próxima aos clientes, especialmente aos nutricionistas, buscando compreender as necessidades de cada operação e apoiar a aplicação da tecnologia.
A proposta comercial da Nuproxa também está associada a uma estratégia de relacionamento de longo prazo. Ricardo destacou que a empresa pretende estabelecer relações baseadas em confiança e suporte técnico, e não apenas na comercialização da molécula. A estrutura, segundo ele, está preparada para atender clientes em diferentes regiões do Brasil.
Esse acompanhamento ganha relevância justamente porque o desempenho de uma solução nutricional não depende apenas da escolha de um ingrediente. Formulação, condições de criação, categoria animal, manejo e objetivos produtivos precisam ser considerados na utilização das tecnologias.
A empresa aposta, portanto, na combinação entre produto e conhecimento técnico para desenvolver a aplicação da Biocolin DS no mercado brasileiro.
Para Ricardo, o conceito de soluções naturais precisa estar associado a resultados concretos. A proposta da Nuproxa é desenvolver tecnologias que, além da origem vegetal, sejam capazes de gerar valor efetivo para a cadeia produtiva. A discussão também se relaciona à evolução genética dos animais. À medida que o potencial produtivo aumenta, cresce a necessidade de adequar a nutrição para que esse potencial possa ser expressado de maneira eficiente.
A chegada da Biocolin DS ao Brasil coloca a Nuproxa diante de um mercado no qual diferentes fontes e tecnologias de colina já estão disponíveis. O diferencial buscado pela empresa está na combinação entre uma molécula desenvolvida ao longo de anos, conhecimento de seus mecanismos de ação e suporte técnico para sua aplicação.
A expectativa é transportar para o mercado brasileiro a experiência construída internacionalmente e, ao mesmo tempo, adaptar o conhecimento às condições locais. Mais do que apresentar uma nova solução, a Nuproxa pretende transformar a chegada da Biocolin DS em uma oportunidade de aprofundar a discussão sobre o papel da nutrição no aproveitamento do potencial genético dos animais.
Entrevista completa
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