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Os impactos do vazio forrageiro na produção de leite

07 Jun 2024

Os impactos do vazio forrageiro na produção de leite

Consequências podem ser observadas principalmente através da queda na produção de leite e na diminuição do peso dos animais

O vazio forrageiro é caracterizado pela baixa oferta de pastagens, decorrente do período de entressafras dos pastos, que acontece durante a passagem do inverno para a primavera, e com a transição do outono para o inverno.

O médico veterinário, Vinicius Augusto Estevão David, responsável técnico da Fazenda Modelo de Ponta Grossa e extensionista rural do Instituto de desenvolvimento Rural do Paraná (IDR), traz mais detalhes sobre o vazio forrageiro, que ocorre entre os meses de março e junho, um dos momentos nos quais o fenômeno se acentua.

“O que acontece nesse período é que muitos produtores já semearam os pastos de inverno, principalmente aveia e azevém, mas essas plantas não se desenvolveram totalmente para compor a alimentação dos animais. Além do clima mais frio nessa época que afetam as pastagens de verão, as quais já estão no final do seu ciclo”, explica.

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Vinicius ainda complementa, “com isso, os produtores podem sofrer complicações, como a falta de comida para seus animais”. O impacto dessa falta de alimentos para o rebanho leiteiro pode ser observado principalmente através da queda na produção de leite e na diminuição do peso dos animais.

Alternativas para os produtores

Devido a isso, produtores de leite precisam estar atentos as possibilidades disponíveis para complementar a alimentação dos animais, durante o período de vazio forrageiro. Devem pensar no custo-benefício, buscando formas para manter a produção de leite, sem elevar muito os gastos.

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Existem algumas alternativas para isso, a primeira se trata da realização de uma adequação no manejo das pastagens, através da data de plantio, juntamente com escolha da forragem, é possível ter pasto disponível na maior parte do ano. O analista técnico do time de extensão rural da Cooperativa Castrolanda, Jeferson Luiz Rolim, traz um exemplo de como colocar em prática esse método.

“No verão podemos usar uma pastagem perene, como o tifton que vai durar de novembro a março. Em março, semeamos um azevém de ciclo longo, com diferentes datas de plantio, dividindo os piquetes, que bem manejados, garantem o fornecimento de forragem até novembro, onde o tifton já vai estar brotando. Assim começa um ciclo, funciona desde que o manejo seja bom e que não tenhamos interferência climática”, comenta.

Outra forma se trata dos métodos de conservação de alimentos para os animais, os mais conhecidos são as ensilagens, o pré-secado bola, a ensilagem pré-secada e o feno.

O uso de concentrados ou subprodutos é outra opção, que em alguns casos pode se tornar necessária, apesar de gerar maiores custos.

“Trata-se de usarmos na dieta das vacas algum produto ou subproduto que venha a atender as demandas nutricionais de cada uma. Como exemplos, podemos citar os resíduos de cervejaria ou de etilaria, o milho moído, o farelo de soja, o farelo de trigo, a casquinha de soja, a poupa cítrica, a aveia semente, entre outros”, finaliza Jeferson.

A importância da suplementação animal nesse período

“Sabemos das dificuldades de termos qualidade de volumosos nos períodos onde o clima se torna mais rigoroso, ou mesmo, se a silagem de milho ou de pré-secado passaram por desafios climáticos. Para contrapor a esses desafios, não temos dúvidas que a utilização de uma suplementação com o máximo de aditivos capazes de compensarem esses desafios de digestibilidade trará uma resposta muito superior ao volume de produção, ganho de peso e status reprodutivo”, ressalta Almiro Renei Bauermann, médico veterinário com pós graduação em Nutrição e Alimentação para Animais de Interesse Zootécnico.

Segundo Almiro, “atualmente a indústria de nutrição animal apresenta um nível de desenvolvimento muito grande, onde podemos contar com diversos aditivos, cada um com uma participação específica, mas que somados responderão de forma mais completa a esses desafios. Como exemplos promissores temos, além dos elementos normalmente encontrados nas rações: a biotina, o cromo, os probióticos, as enzimas, as leveduras inativadas, os adsorventes de microtoxinas e os tamponantes”, destaca.

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