29 Jul 2021

Relatório Rabobank para suinocultura no segundo trimestre

Relatório Rabobank para suinocultura no segundo trimestre Segundo relatório trimestral da Rabobank, a grande volatilidade na produção e nos preços […]

Relatório Rabobank para suinocultura no segundo trimestre

Segundo relatório trimestral da Rabobank, a grande volatilidade na produção e nos preços dos suínos praticados na China afetarão o mercado global. As taxas de abate da China foram inesperadamente altas no segundo trimestre, elevando a produção de carne suína em 35,9%, de acordo com dados oficiais. O aumento repentino da oferta resultou em uma queda acentuada de preços e resultados negativos tanto na produção quanto no comércio.
Embora seja esperada uma recuperação dos preços de suínos no terceiro trimestre, o alto estoque estimado de carne suína congelada irá impor uma grande pressão de queda nos preços.
 
Brasil
A produção de carne suína iniciou o ano em bom ritmo, devido aos resultados positivos de 2020 (principalmente nas exportações). No entanto, os altos custos da ração desestimularam o crescimento da produção nos meses subsequentes em algumas regiões. Em termos de demanda, o aumento atípico dos preços da carne bovina nos primeiros meses de 2021, após o clima seco, favoreceu o consumo de frango e suínos.
A expectativa de menor demanda da China no terceiro trimestre é a maior preocupação dos exportadores brasileiros, e não apenas no curto prazo. No entanto, isso não se refletiu nos embarques do Brasil até agora, com as exportações totais de carne suína crescendo 17% no acumulado do ano em junho, e a China aumentando as compras em 29% no mesmo período, atingindo 298 mil toneladas.
No mesmo período, Hong Kong reduziu as compras em 13%, para um total de 81.000 toneladas, e o Chile apresentou forte aumento de 83%, totalizando 31.000 toneladas. Vale lembrar que maio de 2020 foi marcado pela retomada das exportações para a China após a primeira onda da Covid-19, e os embarques mantiveram seus níveis nos meses seguintes, o que deve pressionar a variação acumulada até o final do ano.
A Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) declarou recentemente seis estados brasileiros livres da febre aftosa (febre aftosa) sem vacinação. Com isso, 47% do rebanho suíno está livre de vacinação, o que pode abrir oportunidades para mercados mais exigentes e de alto valor agregado, como Japão e Coréia do Sul. No Sudeste Asiático, Filipinas e Vietnã aumentaram mês a mês os volumes comprados do Brasil neste ano, com uma média mensal de 1.800 toneladas e 2.200 toneladas, respectivamente. Na América Latina, a forte desvalorização do real abriu algumas oportunidades no Uruguai e na Argentina (além do Chile), com as compras aumentando 7% e 81%, respectivamente.
 

 
Estimulada pelos altos níveis de exportação e pela valorização atípica dos preços da carne bovina que favoreceu o consumo de carne suína, a produção de carne suína aumentou em 8% no primeiro trimestre do ano. No entanto, os desafios climáticos desta safra (estiagem e geadas) impactaram negativamente a produtividade dos grãos, principalmente do milho, que manteve os preços dos alimentos estáveis ​​em níveis recordes nos últimos meses. Em junho de 2021, o preço da ração subiu 62%, variação inferior aos 110% registrados em janeiro de 2021.
Como resultado, alguns produtores, principalmente os independentes, reduziram o ritmo de produção e aumentaram a destinação de animais para reduzir os custos de produção. Essa fase de equilíbrio entre oferta e demanda tem resultado em oscilações de preços do suíno vivo e da carne suína no atacado, mantendo os preços estáveis ​​em relação ao início do ano.
 

 
 

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Para ler o relatório completo, clique aqui
Fonte: Rabobank

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