17 Dec 2020

Soja: dólar mais baixo não compromete preços fortes e competitividade no mercado brasileiro

A volatilidade intensa e os patamares mais baixos em que opera o dólar frente ao real passaram a chamar mais a atenção dos produtores de soja nas últimas semanas. Mesmo com quase 60% da safra 2020/21 já comercializada e os negócios mais limitados neste momento – em partes motivados pelas incertezas climáticas – o sojicultor se questiona como a baixa da moeda americana pesa sobre os preços da oleaginosa. Saiba mais aqui!

A volatilidade mais intensa e os patamares mais baixos em que opera o dólar frente ao real passaram a chamar mais atenção dos produtores brasileiros de soja nas últimas semanas, mesmo já estando bem vendidos. Com quase 60% da safra 2020/21 já comercializada e os negócios mais limitados neste momento – em partes motivados pelas incertezas climáticas – o sojicultor agora se questiona como essa baixa da moeda americana pesa sobre a formação dos preços da oleaginosa daqui em diante.

Tudo muda agora, muda muito. Mas isso não quer dizer que os preços vêm para níveis ruins, longe disso“, explica Carlos Cogo, sócio-diretor da consultoria Cogo Inteligência em Agronegócio. “Mesmo com essas baixas do dólar, ainda estamos falando em preços muito altos. Com um câmbio mais baixo, estaríamos falando em algo entre R$ 130,00 e R$ 140,00 no sul e entre R$ 110,00 e R$ 130,00 no Cerrado”, completa, referindo-se à soja da nova temporada.

Cogo explica que mesmo que a moeda americana venha a testar níveis abaixo dos R$ 5,00, chegando a – na pior das hipóteses – a algo perto de R$ 4,50 – ainda assim, os preços da soja têm respaldo para se sustentarem em patamares elevados e muito favoráveis aos produtores brasileiros.

“Serão níveis ainda acima da média dos últimos anos. Além disso, o Brasil segue muito competitivo e sobre isso, nada muda, porque a relação custo x preço continua muito favorável”, explica o consultor.

Mais do que isso, Cogo reafirma também a força dos fundamentos, com estoques de passagem que “praticamente não existem” no Brasil, oferta ajustada no mundo todo, com a necessidade que o mercado internacional ainda terá de precificar as perdas que se derem como certas não só no Brasil, mas também no Paraguai e na Argentina. “Fevereiro ainda é uma incógnita para a safra”, diz.
Assim, caso a situação se agrave e Chicago teste preços mais altos para os futuros da soja, esses ganhos poderiam vir a ajudar a equilibrar a pressão que poderia continuar a ser exercida pelo dólar. “E o câmbio também é uma incógnita”, complementa Carlos Cogo.
Nesta segunda-feira (14), o Boletim Focus trouxe em sua projeção o dólar encerrando 2020 em R$ 5,20, contra R$ 5,22 da semana anterior.  Para o ano que vem, a estimativa mudou de R$ 5,10 para R$ 5,03. Já para 2022, a projeção dos economistas pesquisados é de R$ 4,50, contra R$ 4,94 do reporte anterior.

Yes SIAVS
Por: Notícias Agrícolas | Carla Mendes  @jornalistadasoja

 

Nucleovet 062022
SIAVS
Alltech rp
zinpro robapaginas
Yes
Vetanco
BANNER Tabelas Brasil
ABvista
Relacionado com Mercado
Nucleovet 062022
Alltech rp
Yes
Vetanco

REVISTA NUTRINEWS BRASIL

Assine agora a revista técnica de nutrição animal

SE UNA A NOSSA COMUNIDADE NUTRICIONAL

Acesso a artigos em PDF
Mantenha-se atualizado com nossas newsletters
Receba a revista gratuitamente em versão digital

DESCUBRA
AgriFM - O podcast do sector pecuário em espanhol
agriCalendar - O calendário de eventos do mundo agropecuárioagriCalendar
agrinewsCampus - Cursos de formação para o setor pecuário.