25 Mar 2021

Embrapa lança cultivares de soja tolerantes percevejo, ferrugem e glifosato

A Embrapa Soja e a Fundação Meridional lançaram quatro cultivares de soja convencional e uma cultivar transgênica com tolerância ao glifosato e controle de algumas espécies de lagartas. O portfólio completo possui cultivares em todas as plataformas (convencional, RR e Intacta), com elevado rendimento, sanidade, estabilidade e adaptação às mais diferentes condições de solo e clima.


A Embrapa Soja e a Fundação Meridional lançaram quatro cultivares de soja convencional (BRS 523, BRS 537, BRS 539 e a BRS 573) e uma cultivar transgênica com tolerância ao glifosato e controle de algumas espécies de lagartas (BRS 1054 IPRO), durante o Dia de Campo on-line da Embrapa Soja.

De acordo com Ralf Udo Dengler, gerente executivo da Fundação Meridional, os lançamentos completam uma série de inovações tecnológicas da Embrapa. “Tanta inovação só é possível, devido à expertise da equipe técnica e à variabilidade genética do Banco Ativo de Germoplasma, localizado na sede da Embrapa Soja, em Londrina”, afirma Dengler.

Há 21 anos, temos muito orgulho de sermos parceiros fortes e atuantes neste trabalho, que oferece aos produtores um portfólio completo de cultivares em todas as plataformas (convencional, RR e Intacta), com elevado rendimento (conceito TOP 5000), sanidade, estabilidade e adaptação às mais diferentes condições de solo e clima”, diz Dengler.  A Fundação Meridional atua em sete Estados brasileiros (SC, PR, SP, MS, MG, GO e MT), por intermédio de 38 produtores de sementes.

Confira abaixo os novos cultivares:
BRS 523 – A BRS 523 é uma cultivar convencional que possui maior tolerância ao complexo de percevejos, por ter as características da Tecnologia Block®. “Além desse diferencial, é altamente produtiva quando comparada às melhores opções de mercado e bastante estável, o que confere segurança de produção em diferentes situações. Inclusive, foi validada no sistema orgânico, com excelentes resultados”, explica o pesquisador Marcos Rafael Petek, da Embrapa Soja.
Este lançamento pertence ao grupo de maturidade 5.8, sendo assim uma opção para os produtores que precisam de uma cultivar precoce em seu sistema de produção. É indicada para o Paraná, Santa Catarina e São Paulo. Com relação à reação a doenças, é resistente ao cancro da haste, à podridão radicular de Phytophthora e ao mosaico comum da soja e moderadamente resistente à mancha “olho-de-rã” e ao Oídio.


BRS 537 – A BRS 537, cultivar de soja convencional, que se sobressai pela sua elevada capacidade de produção, associada à manutenção da estabilidade de produção. Por pertencer ao grupo de maturidade 6.0 é uma cultivar precoce, o que permite semeadura antecipada da soja. “Esta característica é bastante desejável pelos produtores por viabilizar a semeadura do milho safrinha na melhor época, nas regiões de indicação da cultivar (Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul)”, destaca Petek.
De acordo com o pesquisador, outro ponto forte deste lançamento é a excelente sanidade. É resistente ao cancro da haste, à mancha “olho-de-rã”, ao oídio, à podridão radicular de Phytophthora, ao mosaico comum da soja e moderadamente resistente à podridão parda da haste.

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BRS 539 – Outro lançamento nesta safra é a BRS 539, cultivar convencional, que possui resistência à ferrugem asiática e tolerância ao percevejo. “É importante destacar que esta cultivar é do portifólio da tecnologia Shield de proteção à ferrugem e da Block®. Ainda destaca-se por seu alto potencial produtivo e manutenção de estabilidade de produção”, ressalta Petek.
Esta cultivar pertence ao grupo de maturidade 6.1, classificada como precoce e permite semeadura antecipada, viabilizando a semeadura do milho safrinha na melhor época, nas regiões de indicação da cultivar na macrorregião sojícola 2 ( Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul) e viabiliza a sucessão/rotação de culturas na macrorregião 1 (Paraná, Santa Catarina e São Paulo).
Além de ser resistente à ferrugem, é resistente às seguintes doenças: cancro da haste, mancha “olho-de-rã”, podridão parda da haste, podridão radicular de Phytophthora e moderadamente resistente ao oídio e ao Nematoide de galha (Meloidogyne javanica).

BRS 573 – A BRS 573 é uma cultivar convencional, de grupo de maturidade 7.3, com alta performance produtiva em toda a região de indicação (macrorregião 3 de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso do Sul). A cultivar tem maior competitividade produtiva nas regiões abaixo de 800 metros da macrorregião 3.
Além disso, a cultivar permite semeadura antecipada, possibilitando ótimo encaixe com o sistema de milho safrinha. A cultivar apresenta excelente sanidade, sendo resistente ao cancro da haste e podridão radicular de Phytophthora e moderadamente resistente à mancha olho de rã, oídio, podridão parda da haste.


BRS 1054 IPRO – Com relação à BRS 1054 IPRO, ela apresenta características genéticas para tolerância ao glifosato e controle de algumas espécies de lagartas, é ainda altamente
 produtiva comparada com as outras opções de mercado em altitudes acima de 700 m. “Eu destacaria ainda duas características: a estabilidade de produção com precocidade (grupo de maturidade 5.4) além de permitir o plantio antecipado, mantendo o potencial produtivo e maximizando o sistema de sucessão/rotação de culturas”, bem como facilita o manejo da ferrugem da soja, enfatiza Petek.
A BRS 1054IPRO é indicada para o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo. Com relação à sanidade, apresenta resistência ao cancro da haste, à mancha “olho-de-rã”, à podridão radicular de Phytophthora e ao mosaico comum da soja e é moderadamente resistente ao oídio e à podridão parda da haste.

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Fonte:  Lebna Landgraf | Embrapa Soja
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