Cepea analisa que milho sobe e soja se mantém aquecida.
06 jul 2026
Cepea analisa que milho sobe e soja se mantém aquecida.
O mercado brasileiro de grãos iniciou julho com movimentos distintos para as duas principais commodities. Levantamento divulgado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) nesta segunda-feira (6) mostra que o milho registrou alta em praças de São Paulo ao longo da última semana, enquanto a soja segue avançando, impulsionada pelo fortalecimento da demanda e pela valorização do dólar frente ao real.
Milho sobe, mas cenário nacional ainda é de pressão
Segundo o Cepea, os preços do milho voltaram a subir ao longo da semana em praças paulistas. A alta reflete a posição firme dos vendedores, que acompanham as condições climáticas e as valorizações internacionais. Além disso, estoques reduzidos e a necessidade imediata de abastecimento influenciaram as negociações. Consumidores voltaram a comprar volumes para entrega no curto prazo e aceitaram pagar preços mais elevados no mercado spot, enquanto aguardam o avanço da colheita da segunda safra, que deve ampliar a oferta.
Apesar desse movimento em São Paulo, o cenário permanece diferente na maior parte do país. O Cepea destaca que as cotações continuam em queda, principalmente nas regiões do Centro-Oeste, em razão do avanço da colheita da segunda safra. Ao mesmo tempo, compradores indicam que já estão abastecidos e limitam as aquisições às necessidades imediatas, reduzindo espaço para reações mais amplas dos preços.
No mercado da soja, o Cepea observa que a demanda permaneceu aquecida ao longo de junho e ganhou ainda mais força neste início de julho. Segundo os pesquisadores, o principal fator é a valorização do dólar frente ao real, movimento que aumenta a competitividade da soja brasileira no mercado internacional, eleva os prêmios de exportação e estimula a comercialização antecipada.
Com isso, os preços domésticos da soja em grão seguem avançando, mesmo diante das limitações impostas pela menor disponibilidade de cotas portuárias para embarques imediatos.
Outro destaque do levantamento é o ritmo da comercialização. De acordo com o Cepea, o maior interesse dos importadores pela soja brasileira já resultou em negociações para embarques previstos para novembro.
Na temporada passada, esses negócios começaram apenas em agosto e, ainda assim, eram considerados antecipados pelo mercado. Neste ano, portanto, o Cepea observa que a comercialização ocorre em ritmo ainda mais acelerado, refletindo o maior interesse pela soja brasileira neste início da temporada.
Fonte: Cepea – com adequações da redação nutriNews.
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