29 jun 2026
O mercado brasileiro de grãos iniciou a semana com dinâmicas distintas entre milho e soja. No caso do milho, o avanço da colheita da segunda safra continua ampliando a oferta, mas o movimento de queda dos preços perdeu força em parte das regiões acompanhadas pelo Cepea.
Segundo o Centro de Pesquisas, as baixas temperaturas registradas em algumas áreas produtoras passaram a gerar preocupação entre agricultores quanto a possíveis impactos sobre as lavouras ainda em campo. Ao mesmo tempo, a liquidez permanece reduzida, já que muitos compradores relatam estar abastecidos para o curto e o médio prazos, limitando a realização de novos negócios.
Mercado externo dá suporte às cotações da soja
Enquanto o milho segue influenciado pelo avanço da oferta doméstica, a soja encontra sustentação no mercado internacional. De acordo com o Cepea, os contratos futuros da oleaginosa nos Estados Unidos foram favorecidos pelo fortalecimento da demanda por derivados, especialmente farelo e óleo de soja.
O cenário também reflete fatores geopolíticos que elevaram as preocupações com o abastecimento global, como os episódios envolvendo embarcações no Estreito de Ormuz e as notícias sobre uma possível paralisação das atividades na Argentina. Esses acontecimentos reforçaram a expectativa de maior demanda pela soja e pelos derivados produzidos nos Estados Unidos e no Brasil.
Para a cadeia de nutrição animal, o cenário evidencia fundamentos distintos para os dois principais ingredientes das formulações de rações. No milho, a maior disponibilidade do cereal decorrente da segunda safra continua exercendo pressão sobre os preços, embora em ritmo menos intenso. Já na soja, a demanda internacional pelos derivados contribui para dar sustentação às cotações, mantendo a atenção da indústria aos desdobramentos do mercado externo e aos impactos sobre os custos de farelo de soja.
Fonte: Cepea.
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