16 ago 2022
A menor demanda por parte da China, explicada pelo fechamento dos portos devido à pandemia de Covid-19, e outros fatores afetaram as exportações de algumas commodities brasileiras. Por outro lado, a 2ª safra do milho projeta uma produção recorde da commodity e deve puxar alta de granel agrícola a ser movimentado em portos no próximo seis meses do ano.
De acordo com previsão da ANTAQ, existe uma tendência de crescimento na movimentação portuária no segundo semestre de 2022, sendo estimado um volume de 631 milhões de toneladas – alta de 2,9% em relação ao segundo semestre do último ano.
Contudo, os números projetados para o fim do ano mostram estabilidade da movimentação anual em comparação com 2021, totalizando o ano com 1.212 milhões de toneladas movimentadas, quase igualando com o último ano – 1.214 milhões (recorde nacional do setor).
Balança comercial
Tanto as exportações quanto importações vêm crescendo, em valor monetário, no primeiro semestre dos últimos anos e, com isso, o Brasil mantém o saldo positivo na balança comercial desde 2016. Em 2022, as exportações registram US$ 164,3 bilhões e as importações US$ 129,8 bilhões.

No caso das exportações, o resultado está relacionado ao aumento dos preços da soja e do petróleo, mesmo ambos terem apresentado queda na movimentação. Já nas importações, os fertilizantes apresentaram alta, afetada pela maior movimentação, mas principalmente pelo preço.
Navegações
Desde 2015, a Navegação Interior vem apresentando elevações bem acima das outras navegações e, na comparação com 2010, já teve crescimento de 156%. Entre janeiro e junho, a movimentação foi de 40,8 milhões de toneladas, que resultado em alta de 6,8%.
Já a navegação de cabotagem movimentou 140,6 milhões de toneladas nos seis primeiros meses deste ano. O transporte de contêineres por cabotagem registrou alta de 2,9% (1,8 milhões de TEU). As principais mercadorias movimentadas foram: plásticos (+6,9%), arroz (+9,2%) e máquinas e materiais elétricos (+23,7%).
Instalações portuárias
Em relação aos portos públicos, Santos (SP) e Itaqui (MA) foram os únicos a registarem variação positiva no período. O porto paulista movimentou 62,6 milhões de toneladas, um acréscimo de 5,6% em comparação ao mesmo período de 2021. Itaqui (MA) registrou 15,7 milhões de toneladas, um incremento de 1,6%. Os portos de Paranaguá (PR) e Itaguaí (RJ) movimentaram 25,8 e 22,9 milhões de toneladas, respectivamente.
Em relação aos terminais de uso privado (TUPs), o Terminal Marítimo de Ponta da Madeira (MA) foi a instalação que mais movimentou em 2022, com 74,1 milhões de toneladas (- 10,8%). O Terminal de Tubarão (ES) ficou em segundo lugar, com 31,5 milhões de toneladas (+11,3%). Em terceiro, apareceu o Terminal Aquaviário de Angra dos Reis (RJ). A instalação carioca movimentou 30,1 milhões de toneladas (-14,4%).
Assine agora a revista técnica de nutrição animal
AUTORES

Digestibilidade e fermentação in vitro em pets: reduzir o uso de animais
Josiane Aparecido Volpato,
A água, o nutriente mais importante na nutrição suína
Juan Gabriel Espino
A próxima margem da nutrição animal está além da fórmula
Priscila Beck
Micotoxinas: critérios técnicos para o uso de adsorventes
Adriano Mallmann,
A Ciência por Trás do Kolin Plus FC: Além da Substituição da Colina
Dra. Reshma R Chandran
Gerenciando o Risco de Micotoxinas em um Clima de Mudança

Micotoxinas em aves: ocorrência, impactos e estratégias de mitigação
Alexandra Weaver
Ingredientes alternativos na alimentação de frangos de corte
Édina de Fátima Aguiar,
Menos Ração, Mais Lucro: Como a Genômica Revoluciona a Eficiência Alimentar
Marcos Vinicius Barbosa da Silva