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26 Nov 2020

Momento de crise ou oportunidade? O impacto da quebra técnica nos custos de produção de frangos, suínos e ruminantes: existe solução para isso?

No processo de produção de rações há um vilão que age de forma silenciosa e muitas vezes se camufla sob a cortina de fumaça dos apontamentos automáticos das fábricas: a quebra técnica. A sua recuperação é parte fundamental para que a empresa melhore suas margens. E quando associada à melhora do processo e da qualidade física do pellet, potencializará os ganhos. Mas como fazer isso?
Saiba neste artigo de Ednilson Fávaro, gerente de produtos da Cinergis, exclusivo para a nutriNews!

 
Vivemos um momento de crise. Sim, o mundo está em crise e, para este momento, eu gostaria de citar uma frase atribuída a Platão, grande filósofo e matemático, que disse:

 

No caso deste artigo, a nossa vida representa as fábricas de ração.


Ao longo de mais de 30 anos trabalhando no processo de produção de rações, uma das maiores cobranças que recebi foi relacionada aos custos. A necessidade de reduzi-los sempre foi evidenciada pelo seu impacto no custo do animal na plataforma.
Ao verificar o impacto dos custos ligados à nutrição, chegamos a um consenso de que, respeitando e observando as variações de mercado e as particularidades das formulações e processos de cada empresa, normalmente este impacto é de aproximadamente 70% no custo do animal.
Nos dias atuais, onde o custo próximo por kg de frango vivo é de R$ 3,50 a R$ 3,70, isso representa um gasto com a alimentação de R$ 2,45 a R$ 2,60.

Seguindo com o raciocínio, cada setor da fábrica tem sua função.


E assim, de forma quase que automática, vemos os cortes ocorrendo nesses setores da empresa, como por exemplo, o corte de custos com matrizes e componentes de desgastes de peletizadoras, o que sacrifica a qualidade do pellet e o resultado no campo, ou cortes em custos operacionais, que tem uma representatividade muito menor.

Em outra vertente, existe um grande vilão que age de forma silenciosa e muitas vezes se camufla sob a cortina de fumaça dos apontamentos automáticos das fábricas. Sendo baixado na maioria das vezes sem a necessidade de intervenção, o apontamento automático, normalmente consensado com a contabilidade, aponta as perdas de processo (quebra técnica) de forma automática, sem a necessidade de que se realize inventário.

Essa pergunta tem uma resposta difícil, pois cada processo, região do país e sazonalidade climática, pode apresentar uma alteração significativa. Isso pode ser observado no estudo realizado e demonstrado abaixo, onde buscamos compreender os valores e impactos da quebra-técnica através de números coletados de 2005 a 2019.

Com base nos dados apresentados e nas experiências adquiridas e comprovadas ao longo do tempo, poderíamos afirmar, então, que a quebra técnica, se não tratada, retirada do apontamento automático e incluída nos custos finais da ração, representaria um aumento médio de R$ 17,05/tonelada de ração. Extrapolando esse exemplo para uma fábrica que produz 30 mil toneladas por mês, teríamos a situação abaixo:

Nesse exemplo, temos um apontamento médio de R$ 511.496,60 por mês. Esses apontamentos acontecerão através das baixas automáticas, sem que sejam percebidos, gerando demanda de aquisição de matérias-primas e processamento de fábrica. Além disso, a diferença entre a quebra técnica apontada no sistema e a quebra técnica real será ajustada somente quando ocorrer um inventário.
Assim, é correto dizer que esse processo de quebra técnica está gerando um aumento no custo do kg de animal vivo de aproximadamente R$ 0,03. Considerando um peso médio das aves de 3,250kg, isso representa um custo adicional de R$ 0,0975 por ave abatida. Finalizando a nossa análise, gostaria de citar mais uma frase, desta vez atribuída a John Kennedy:

O nosso objetivo é usar o caractere da oportunidade, propondo alternativas que observem os limites de umidade formulados e que devem ser rigorosamente respeitados. Para tanto, propor alternativas que possam mitigar o problema e que sejam capazes de oferecer melhorias nutricionais comprovadas, como por exemplo a melhora da qualidade física do pellet.

A recuperação da quebra técnica do processo é parte fundamental para que a empresa melhore suas margens. Quando associada à melhora do processo, aumento da produtividade e, principalmente, à melhora da qualidade física do pellet, potencializará os ganhos, aumentando a competitividade, seja qual for a finalidade da ração.

Como podemos comprovar isso?

Através de todas as nossas mais de 300 mil toneladas de ração tratadas por mês, que geram todos estes benefícios e comprovadamente apresentam melhores resultados zootécnicos após o início do tratamento proposto e realizado de forma sinérgica ou, como costumo dizer, de forma “Cinérgica”, pois como você fará isso vai dizer quanto e quais resultados você terá.

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Para isso, a Cinergis conta com o Programa +Pellet, um programa altamente eficaz tanto para rações comerciais quanto para rações de integração.

Por Ednilson Fávaro, Gerente de Produtos da Cinergis Saúde e Nutrição Animal

 

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