O desenvolvimento de cultivares de cevada destinadas ao forrageamento animal é o objetivo da parceria da Cotripal com a Embrapa Trigo. O grupo envolvido no projeto esteve visitando lavouras e experimentos no dia 03 de setembro, em Condor, RS.
No cenário mundial, 70% da produção de cevada é destinada à alimentação animal. No Brasil, o melhoramento genético sempre esteve voltado à produção de cevada cervejeira, mas o trabalho de otimização do uso do inverno na Região Sul abre novas oportunidades para o uso do cereal.
A indústria cervejeira precisa de cevada com um teor mínimo de 9,5% e um máximo de 12% de proteína bruta para poder fazer malte com qualidade que atende o mercado. Em caminho oposto, na alimentação animal a proteína é fundamental. “Na parceria que temos com a Ambev no programa de melhoramento de cevada cervejeira, muitos materiais acabam descartados pelo superior teor de proteínas. Agora, estamos resgatando cultivares com mais proteína e avaliando o uso na alimentação animal, tanto em forragem quanto na composição de ração”, destaca o Chefe-Geral da Embrapa Trigo, Jorge Lemainski.
| Parceria no campo |
No Campo Experimental da Cotripal, em Condor, RS, estão sendo avaliados cereais de inverno como trigo, cevada, centeio e aveia, em diferentes épocas de cultivo, visando uso em pastejo, silagem, produção de grãos e formação de palha na pós-colheita.
De acordo com o Chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Trigo, Giovani Faé, na Cotripal estão sendo avaliadas as cultivares de cevada BRS Korbel e BRS Quaranta, com a multiplicação de 46 hectares de semente básica. “Em 115 dias, a cevada está pronta para fazer silagem, num volume de 4,5 toneladas de matéria-seca por hectare. Alimento suficiente para produzir 30 quilos de leite por vaca/dia. Sem dúvidas um bom resultado”, avalia Faé.
| Pesquisa em movimento |
Na Embrapa Suínos e Aves, a cevada está sendo avaliada na alimentação de suínos. Resultados de pesquisa mostram que a inclusão de até 80% de cevada em substituição ao milho não causou diferenças no desempenho dos animais, desde que os níveis de energia digestível fossem mantidos. A cevada pode ser usada em até 10% para a fase inicial e livremente para as demais fases, levando-se em conta o teor máximo de fibra e os valores nutricionais exigidos.Assine agora a revista técnica de nutrição animal

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