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Segunda safra segue firme, mas preços estão pressionados na origem

Relatório da Rabobank indica um mercado ainda sustentado por forte fluxo exportador, mas com margens apertadas na origem. Para o produtor, se compreende que a soja segue com demanda externa consistente, embora o preço interno ainda não reflita esse movimento.

Segunda safra segue firme, mas preços estão pressionados na origem

O mercado brasileiro de grãos entrou em maio com sinais mistos, a soja mantém forte desempenho nas exportações, segundo relatório da Rabobank referente a maio 2026, mas continua pressionada no preço pago ao produtor, enquanto o milho segue afetado por maior oferta internacional e pela atenção redobrada ao desenvolvimento da segunda safra. É o que mostra o relatório mensal da Rabobank sobre grãos e oleaginosas no Brasil.

Soja exporta mais, mas perde valor na origem

Segundo o banco, o preço da soja na fazenda recuou levemente em maio e já acumula queda de 6% na comparação anual. A pressão vem de um conjunto de fatores que reduzem a remuneração local, como basis mais fraco, real mais valorizado e aumento dos custos de frete interno, mesmo com cotações mais firmes na CBOT.

Apesar da pressão sobre os preços domésticos, o desempenho externo segue positivo. Em abril, o Brasil exportou 16,7 milhões de toneladas de soja, volume 10% acima do registrado no mesmo mês de 2025. O avanço foi sustentado pela safra recorde e pela competitividade brasileira no mercado internacional.

Milho perde fôlego com oferta maior e exportação em desaceleração

No milho, o cenário também é de pressão. Os preços na origem caíram 2% em relação a abril, refletindo a maior disponibilidade do cereal no mercado, após forte concorrência dos Estados Unidos e da Argentina durante o primeiro trimestre de 2026. Em abril, as exportações brasileiras somaram 0,47 milhão de toneladas, queda de 52% frente ao mês anterior, embora ainda estejam acima do mesmo período do ano passado.

A Rabobank avalia que as exportações brasileiras de milho em 2026 devem ficar abaixo das registradas em 2025. Mesmo assim, o acumulado do ano segue positivo: entre janeiro e abril, os embarques somaram 7,2 milhões de toneladas, alta de 19% sobre igual intervalo do ano passado.

No campo, a safrinha, ou segunda safra, apresenta condições consideradas boas em Mato Grosso, principal estado produtor da segunda safra. No entanto, o relatório aponta preocupação pontual com áreas de Goiás, Minas Gerais e Tocantins, onde o clima mais seco do que o esperado pode afetar o potencial produtivo. A projeção da Rabobank é de 137 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26.

Veja relatório em inglês, na íntegra:

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Na prática, o relatório indica um mercado ainda sustentado por forte fluxo exportador, mas com margens apertadas na origem. Para o produtor, se compreende que a soja segue com demanda externa consistente, embora o preço interno ainda não reflita esse movimento, enquanto o milho depende cada vez mais da confirmação do desempenho da segunda safra e da evolução do clima nas regiões-chave.

Fonte: Rabobank (com adptações feitas pela redação agriNews)

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