“O que possibilita este investimento nosso é o contínuo ganho de ‘market share’ que temos tido, a Nestlé vem crescendo mais do que a indústria. Para suportar esse crescimento, estamos fazendo estes investimentos”, disse Barros, à Reuters.
27 jul 2022
Crescendo acima do mercado, a Nestlé Purina anunciou nesta terça-feira (26) investimento adicional de R$ 228,5 milhões para a expansão da fábrica de ração para cães e gatos situada em Ribeirão Preto (SP), o que vai ajudar a empresa a atender a forte demanda local e de exportação.
O Brasil é o terceiro maior mercado para ração para “pets”, atrás de Estados Unidos e China, com avanço de mais de 21% em 2021, um ritmo acima da taxa global de expansão, o que tem atraído investimentos de empresas como a Nestlé e a BRF.
Segundo Marcel de Barros, CEO de Nestlé Purina Brasil, o mercado brasileiro de ração para “pets” teve crescimento de cerca de 14% no primeiro trimestre, abaixo do visto em 2021, mas ainda segue em “duplo dígito”. E a perspectiva para 2022 é manter a tendência dos primeiros três meses do ano.
“O que possibilita este investimento nosso é o contínuo ganho de ‘market share’ que temos tido, a Nestlé vem crescendo mais do que a indústria. Para suportar esse crescimento, estamos fazendo estes investimentos”, disse Barros, à Reuters.
Paralelamente ao investimento anunciado, a Nestlé Purina inaugurou nesta terça-feira uma expansão da unidade de Ribeirão Preto, após investimentos de R$ 120 milhões divulgados no ano passado, o que permitiu aumentar em 35% a capacidade da planta, ou 50 mil toneladas/ano.
Com o crescimento da produção, houve um “gargalo” de espaço físico, o que levou a Nestlé a adquirir um terreno anexo à unidade fabril na cidade do interior de São Paulo, por R$ 28,5 milhões.
A unidade de Ribeirão Preto, que começou a operar em 1973, foi a primeira da América Latina a ter rações úmidas para “pets”, lembrou o executivo.
Antes dos investimentos para a expansão que está sendo inaugurada nesta terça-feira, a unidade havia recebido cerca de R$ 700 milhões em um período de cinco anos.
No ano passado, 15% da produção da unidade de Ribeirão Preto foi destinada para a exportação, com o mercado interno absorvendo o restante. E a previsão é manter esta proporção após a expansão da capacidade. A planta de Ribeirão Preto está habilitada para exportar para os Estados Unidos, países da Europa, além de toda a América do Sul.
Santa Catarina
A unidade Purina tem absorvido parte importante dos investimentos totais da Nestlé no Brasil, que projeta ao todo R$ 1,8 bilhão em aportes no país em 2022.
Isso porque a empresa desenvolve um grande projeto em Santa Catarina. A unidade que está sendo construída em Vargeão já teve aprovados R$ 1 bilhão e outros R$ 350 milhões estão em “fase de aprovação”, disse o executivo.
A primeira linha de produção catarinense deve começar a operar no primeiro trimestre de 2023. Na medida em que a demanda crescer, o complexo de Vargeão deve ser ampliado, podendo receber um total de R$ 2,5 bilhões em investimentos, disse a empresa anteriormente.
Por: Forbes
Assine agora a revista técnica de nutrição animal
AUTORES

Digestibilidade e fermentação in vitro em pets: reduzir o uso de animais
Josiane Aparecido Volpato,
A água, o nutriente mais importante na nutrição suína
Juan Gabriel Espino
A próxima margem da nutrição animal está além da fórmula
Priscila Beck
Micotoxinas: critérios técnicos para o uso de adsorventes
Adriano Mallmann,
A Ciência por Trás do Kolin Plus FC: Além da Substituição da Colina
Dra. Reshma R Chandran
Gerenciando o Risco de Micotoxinas em um Clima de Mudança

Micotoxinas em aves: ocorrência, impactos e estratégias de mitigação
Alexandra Weaver
Ingredientes alternativos na alimentação de frangos de corte
Édina de Fátima Aguiar,
Menos Ração, Mais Lucro: Como a Genômica Revoluciona a Eficiência Alimentar
Marcos Vinicius Barbosa da Silva