Preços de soja e milho avançam em agosto, segundo o Cepea. Demanda firme, clima e menor oferta sustentam as cotações no mercado brasileiro.
Cepea, 31/08/2026 – Os preços de soja e milho seguem em alta no mercado brasileiro, impulsionados por fatores de oferta, demanda e pelo cenário internacional. Na soja, a demanda global firme, as condições climáticas irregulares no Hemisfério Norte e as incertezas sobre os possíveis efeitos do fenômeno El Niño na safra 2026/27 sustentam as cotações. No milho, mesmo com a colheita da segunda safra em fase final e estimativas de produção recorde, produtores restringem a oferta diante das recentes altas no mercado internacional.
No mercado de soja, a firme demanda global continua dando suporte às cotações. As condições climáticas irregulares no Hemisfério Norte e as incertezas relacionadas ao El Niño também aumentam a cautela dos agentes em relação à safra 2026/27.
No Brasil, esse cenário tem contribuído para a retração de parte dos vendedores, que preferem postergar novas negociações diante das perspectivas de preços mais elevados.
Segundo pesquisadores do Cepea, apesar da menor disposição para negociar, parte dos vendedores tem aceitado prazos de pagamento mais alongados para realizar negócios no mercado spot. A condição, porém, tem sido acompanhada pela exigência de preços maiores. A combinação entre oferta mais limitada e demanda firme contribui para a sustentação dos preços no mercado doméstico.
A valorização da soja também é observada nos portos brasileiros. De acordo com o Cepea, os prêmios de exportação permanecem firmes, enquanto a alta externa contribui para elevar os preços FOB nos portos nacionais. Com esse movimento, os valores alcançaram os maiores patamares em três anos.
No mercado de milho, os preços também avançam, apesar da fase final da colheita da segunda safra e das estimativas de produção recorde. O Indicador ESALQ/BM&FBovespa, referente à região de Campinas (SP), acumulou alta de 5,8% na parcial de agosto, até o dia 27.
Segundo pesquisadores do Cepea, produtores seguem restringindo a oferta à espera de oportunidades mais atrativas, especialmente diante das recentes altas observadas no mercado internacional. Com compradores e vendedores mais retraídos, as negociações têm ocorrido de maneira pontual.
Do lado da demanda, compradores enfrentam preços elevados pedidos pelos vendedores. Em alguns casos, porém, acabam aceitando os valores devido à necessidade de aquisição de lotes no curto prazo. Outra parcela dos consumidores tem recorrido aos estoques próprios, reduzindo a necessidade de novas compras no mercado.
O comportamento dos mercados de soja e milho em agosto reforça a influência dos fatores internacionais sobre as negociações brasileiras. Na soja, o clima e as perspectivas para a safra 2026/27 estão entre os principais pontos de atenção. No milho, a valorização externa contribui para aumentar a cautela dos produtores em relação à comercialização.
Com isso, mesmo diante de perspectivas de oferta elevada para o milho e da expectativa de uma nova safra de soja, os dois mercados encerram o mês sob pressão de alta e com agentes mais cautelosos nas negociações.
Fonte: Cepea.
Assine agora a revista técnica de nutrição animal
AUTORES

Digestibilidade e fermentação in vitro em pets: reduzir o uso de animais
Josiane Aparecido Volpato,
A água, o nutriente mais importante na nutrição suína
Juan Gabriel Espino
A próxima margem da nutrição animal está além da fórmula
Priscila Beck
Micotoxinas: critérios técnicos para o uso de adsorventes
Adriano Mallmann,
A Ciência por Trás do Kolin Plus FC: Além da Substituição da Colina
Dra. Reshma R Chandran
Gerenciando o Risco de Micotoxinas em um Clima de Mudança

Micotoxinas em aves: ocorrência, impactos e estratégias de mitigação
Alexandra Weaver
Ingredientes alternativos na alimentação de frangos de corte
Édina de Fátima Aguiar,
Menos Ração, Mais Lucro: Como a Genômica Revoluciona a Eficiência Alimentar
Marcos Vinicius Barbosa da Silva