Importação de tilápia do Vietnã estão no centro dos debates do IFC Brasil 2026

01 set 2026

Importação de tilápia do Vietnã estão no centro dos debates do IFC Brasil 2026

As mudanças nas tarifas internacionais, a retomada da autorização para importar tilápia do Vietnã e a busca por novos destinos para o pescado brasileiro estão redesenhando o comércio exterior e ampliando a pressão competitiva sobre a aquicultura nacional. O tema será discutido no IFC Brasil 2026, em 2 de setembro, às 13h30, em Foz do Iguaçu (PR).

O debate ocorre em um momento de recuperação ainda parcial das vendas externas. As exportações da piscicultura brasileira alcançaram US$ 12,5 milhões no segundo trimestre de 2026, com crescimento de 15% em relação aos três primeiros meses do ano. No acumulado do primeiro semestre, entretanto, ficaram 34% abaixo do resultado registrado no mesmo período de 2025. Ao mesmo tempo, a tilápia tornou-se a terceira espécie de pescado mais importada pelo Brasil, com US$ 33 milhões e 8 mil toneladas no semestre.

A entrada do produto estrangeiro acrescenta um novo componente a esse cenário. Em abril de 2025, o Ministério da Agricultura e Pecuária revogou a suspensão cautelar da importação de tilápia do Vietnã, adotada no ano anterior. A medida ampliou o debate sobre critérios sanitários, custos de produção e condições de competição entre o pescado nacional e o importado, enquanto empresas brasileiras buscam ampliar sua presença no exterior.

Para analisar esse ambiente, o painel “Exportações e importações de pescado: A dança das tarifas, abertura de mercados e os desafios para a aquicultura brasileira” reunirá o pesquisador da Embrapa Pesca e Aquicultura Manoel Xavier Pedroza Filho; o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), Augusto Billi; e o gerente de Agronegócios da ApexBrasil, Pedro Netto. A composição aproxima pesquisa e inteligência de mercado, política comercial e estratégias de promoção das exportações.

“A aquicultura brasileira está diante de um cenário complexo, precisa conquistar e diversificar mercados no exterior e, ao mesmo tempo, competir com produtos importados dentro do próprio país. Tarifas, exigências sanitárias, custos e escala de produção podem alterar rapidamente essa relação. O painel permitirá analisar como esses fatores afetam o produtor, a indústria e toda a cadeia”, afirma o presidente do IFC Brasil 2026 e professor da FGV, Altemir Gregolin.

Além dos efeitos das tarifas e da concorrência externa, o encontro discutirá a dependência de poucos mercados compradores, as oportunidades de agregação de valor e as condições necessárias para ampliar a presença internacional do pescado brasileiro.

“Reuniremos três instituições que acompanham o comércio exterior por perspectivas complementares. Será uma oportunidade de compreender os números, as negociações conduzidas pelo governo e as estratégias necessárias para transformar potencial produtivo em competitividade”, diz a CEO do IFC Brasil 2026, Eliana Panty.

O painel integra a programação do Congresso Internacional de Aquicultura, realizado durante o IFC Brasil 2026, de 2 a 4 de setembro, em Foz do Iguaçu. O evento reunirá representantes do setor produtivo, empresas, cooperativas, pesquisadores e órgãos públicos para discutir mercado, inovação, sanidade, sustentabilidade e o desenvolvimento da aquicultura brasileira.

Apoio e patrocínios

A 8ª edição do IFC Brasil – International Fish Congress & Fish Expo Brasil é correalizada pela Fundep (Fundação de Apoio ao Ensino, Extensão, Pesquisa e Pós-graduação), Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná), UFPR (Universidade Federal do Paraná) e a sua Fundação, a Funpar.

O IFC Brasil 2026 tem o patrocínio do Sistema Faep (Federação da Agricultura do Estado do Paraná), Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), Copel (Companhia Paranaense de Energia), BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul), Itaipu Binacional, Apex Brasil, da Caixa Econômica Federal, do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), MPA (Ministério da Pesca e Aquicultura) e do Governo Federal.

O IFC Brasil tem o apoio institucional da Abipesca (Associação Brasileira das Indústrias de Pescados), Peixe BR (Associação Brasileira da Piscicultura), Unila (Universidade Federal da Integração) e Sistema Ocepar (Organização das Cooperativas do Estado do Paraná).

Fonte: Assessoria de imprensa.

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